Questão FC506358
Considere o texto II para responder à questão Texto II A argumentação deve basear-se nos são princípios da lógica. Entretanto, nos debates, nas polêmicas, nas discussões que se tra
Interpretação de Textos (Compreensão)
IBFC · 2024
Considere o texto II para responder à questão
Texto II
A argumentação deve basear-se nos são princípios da lógica. Entretanto, nos debates, nas polêmicas, nas discussões que se travam a todo instante, na simples conversação, na imprensa, nas assembleias ou agrupamentos de qualquer ordem, nos parlamentos, a argumentação não raro se desvirtua, degenerando em “bate-boca” estéril, falacioso ou sofismático. Em vez de lidar apenas com ideias, princípios ou fatos, o orador descamba para o insulto, o xingamento, a ironia, o sarcasmo, enfim, para invectivas de toda ordem, que constituem o que se costuma chamar de argumento ad hominen; [...] Tampouco valem como argumentos os preconceitos, as superstições ou as generalizações apressadas que se baseiam naquilo que a lógica chama, como já vimos, juízos de simples inspeção.
(Garcia, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. 27. Ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p.380-381)
A enumeração presente no segundo período cumpre o seguinte papel expressivo no texto:
- ilustra que discussão não deve ser entendida como sinônimo de argumentação.
- revela presença da boa argumentação em situações diversas de comunicação.
- mostra a impossibilidade de argumentação em contextos corriqueiros.
- indica a obrigatoriedade de argumentar em todas as situações cotidianas.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A enumeração do segundo período reúne várias situações cotidianas (debates, imprensa, assembleias, parlamentos) para mostrar contextos em que a argumentação se desvirtua. Ao listar esses exemplos, o autor não descreve apenas lugares diversos, mas aponta padrões de comportamento comuns nesses âmbitos.
O trecho contrapõe os princípios da lógica à devolução das discussões em “bate‑boca”, insultos e ironias, citando inclusive o argumento ad hominem. Assim, a enumeração evidencia que muitas controvérsias não têm caráter lógico-argumentativo, mas sim retórico ou agressivo.
Portanto, a função expressiva da enumeração é ilustrar que discussão não é sinônimo de argumentação, sustentando a conclusão indicada pela alternativa correta.
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