Questão FC506476
Texto II O texto abaixo é um fragmento da obra Amapá: a terra onde o Brasil começa (1999). Tem, pois, o Amapá, uma vocação natural para a produção de proteína muito superior à capa
Interpretação de Textos (Compreensão)
IBFC · 2022
Texto II
O texto abaixo é um fragmento da obra Amapá: a terra onde o Brasil começa (1999).
Tem, pois, o Amapá, uma vocação natural para a produção de proteína muito superior à capacidade interna de consumo, o que faz deste cenário norte-hemisférico um caso excepcional no contexto brasileiro.
Além desta excelência, detém o Amapá reservas incalculáveis de minérios, primeiro deles o manganês, explorado incessantemente há 40 anos sem grandes contribuições à diversificação da economia local e à elevação de seu nível de capitalização interna. Dentro de pouco tempo, porém, toda esta riqueza de reservas minerais estará revelada e se constituirá contribuição decisiva à produção nacional.
Enfim, entre as aguadas litorâneas de rara apropriação à cultura do búfalo e as surpresas escondidas sob a serra de Tumucumaque, estende-se, ainda, uma faixa de cerrados por onde se iniciou a ocupação do território, pobre, porém suficiente para abrigar um processo de substituição de importações de víveres, hoje, vocacionada para o reflorestamento.
(Disponível em:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1029/000773424.pdf?sequence=4&isAllowed=y. Acesso em: 15/02/2022)
De acordo com o texto, a excepcionalidade do Amapá estaria relacionada com:
- um destaque da vocação natural para a produção de proteína.
- a superioridade de produção em relação ao consumo interno.
- a particularidade de compor o cenário norte- hemisférico no país.
- o fato de deter reservas incalculáveis de minérios.
- o potencial incessante de exploração do manganês.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O enunciado afirma claramente que a excepcionalidade do Amapá decorre de sua capacidade de produção ser muito maior que a demanda local. A expressão do texto é direta: há “uma vocação natural para a produção de proteína muito superior à capacidade interna de consumo”.
Ao relacionar essa desigualdade entre oferta e consumo com a expressão “o que faz… um caso excepcional”, o autor estabelece uma relação de causa e efeito. Assim, a característica ressaltada como incomum é justamente a superioridade de produção em relação ao consumo interno.
Em resumo, a leitura literal do fragmento leva à conclusão de que a excepcionalidade decorre desse excedente produtivo, que diferencia o Amapá no contexto nacional.
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