Questão FC53994
Texto 1 Por que nós temos pesadelos? “Essa é uma questão que ainda faz a ciência perder o sono – não há um consenso entre os pesquisadores. Mas uma explicação recente, e intrigante
Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
FGV · 2022
Por que nós temos pesadelos? “Essa é uma questão que ainda faz a ciência perder o sono – não há um consenso entre os pesquisadores.
Mas uma explicação recente, e intrigante, é esta: pesadelos são um treino do seu cérebro para enfrentar situações de estresse ou pavor na vida real. Um estudo suíço, de 2019, mostrou que experimentar medo em sonhos está associado a respostas mais adaptadas a sinais ameaçadores durante a vigília (o período em que você está acordado). Os pesquisadores fizeram testes em 89 voluntários e chegaram a uma conclusão surpreendente: aqueles que relataram mais medo em pesadelos costumavam acordar mais ‘valentes’.
Pois é. Em exames com ressonância magnética, esses participantes apresentaram respostas emocionais mais brandas na ínsula, amígdala e córtex cingulado médio (áreas do cérebro associadas às emoções) quando expostos a imagens amedrontadoras.”
Na contramão deste divórcio, pretendo aqui demonstrar que os avanços da psicologia experimental e da neurociência convergiram nos últimos anos para dois importantes insights psicanalíticos. O primeiro consiste na observação concreta de que os sonhos, muito frequentemente, contêm elementos da experiência do dia anterior, denominados ‘restos do dia’. O segundo é o reconhecimento de que estes ‘restos’ incluem atividades mnemônicas e cognitivas da vigília, persistindo nos sonhos na medida de sua importância para o sonhador. Assim, ainda que de maneira difusa, a psicanálise prevê que a consolidação de memórias e o aprendizado sejam importantes funções oníricas. [...]”
- alertar para uma possível imprecisão vocabular; enquadrar a expressão destacada como título de uma obra; e atribuir a autoria da expressão destacada a outro enunciador;
- indicar o emprego de um estrangeirismo; alertar para uma possível imprecisão vocabular; e marcar um uso irônico;
- marcar um uso irônico; indicar o emprego de um estrangeirismo; e alertar para uma possível imprecisão vocabular;
- distanciar o autor de uma posição ideológica específica; indicar o emprego de um estrangeirismo; e enquadrar a expressão destacada como título de uma obra;
- marcar um uso irônico; indicar o emprego de um estrangeirismo; e indicar o emprego de um neologismo.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Na primeira passagem, as aspas em "valentes" sinalizam uma imprecisão vocabular ou gradação de sentido: o autor não pretende afirmar coragem literal, indica um uso aproximado ou figurado do termo, relativizando-o.
Na segunda passagem, as aspas em "A interpretação dos sonhos" enquadram a expressão como título de obra, identificando o livro de Freud e funcionando como referência bibliográfica ou nominal da obra citada.
Na terceira passagem, as aspas em "restos do dia" atribuem a expressão a outro enunciador, marcando-a como um conceito alheio ou termo técnico extraído de estudos anteriores, isto é, citam uma expressão consagrada por outrem.
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