Questão FC544672
O pretérito imperfeito do subjuntivo pode ser empregado em orações que exprimem fatos hipotéticos, irreais, como na seguinte alternativa:
Morfologia
NOSSO RUMO · 2025
O pretérito imperfeito do subjuntivo pode ser empregado em orações que exprimem fatos hipotéticos, irreais, como na seguinte alternativa:
- “Talvez o poupassem por ele ter uma irmã do Sigma.” (Graciliano Ramos)
- “Se caí aos teus olhos, não foi minha culpa: não me elevasses tanto.” (Camilo Castelo Branco)
- “Deixassem-no com ele e haviam de ver o bicho que dali saía.” (Coelho Neto)
- “Parasse o tempo, que nos foge!” (Cabral do Nascimento)
- “Não fosse tolo, e confessasse francamente que não sabia o que é plebiscito.” (Artur Azevedo)
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Gabarito
A
Comentário do professor
Na frase “Talvez o poupassem por ele ter uma irmã do Sigma.”, o verbo poupassem está no pretérito imperfeito do subjuntivo.
Esse tempo verbal marca hipótese ou probabilidade diante de uma condição não confirmada. O advérbio talvez sinaliza a incerteza, justificando o uso do subjuntivo para indicar que a ação de poupar é apenas possível, não factual.
Morfologicamente, o pretérito imperfeito do subjuntivo é formado a partir da 3.ª pessoa do pretérito perfeito do indicativo, retirando -ram e acrescentando a desinência -sse (ex.: pouparam → poupassem).
Sintaticamente, a oração principal apresenta a possibilidade e a oração a seguir expõe a razão presumida; o subjuntivo mantém a ideia de condição e não de certeza.
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