Questão FC545464
O texto seguinte servirá de base para responder a questão a seguir. Os filhos das águas dos Solimões A água é a mãe que sustenta A vida que nasce como flor Alimenta a planta e o se
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FAFIPA · 2025
O texto seguinte servirá de base para responder a questão a seguir.
Os filhos das águas dos Solimões
A água é a mãe que sustenta A vida que nasce como flor Alimenta a planta e o ser vivente É estrada onde anda o pescador.
Na enchente, vem veloz e furiosa Derrubando ribanceiras e plantações Afeta a vida do indígena e ribeirinho É um ciclo, que se renova a cada estação.
Na vazante o rio quase some E a praia começa a surgir A água, agora bem calminha Não tem forças para a roça destruir.
Nas margens de um rio em formação Vive um povo que a água fez nascer Em um parto de dor e emoção Na várzea o Kambeba escolheu viver.
Mas em um contato fatal Com um povo mais socializado Fez dos herdeiros das águas Um povo desaldeado.
Tomando seu solo sagrado Sem dor, piedade ou compaixão Os Kambebas foram escravizados Apresentados a "civilização" Exploraram a sua força Forjando uma falsa proteção.
O poema expressa, de forma lírica e crítica, a relação entre o povo Kambeba e o rio Solimões, evidenciando:
- a superioridade da cultura indígena sobre a europeia.
- o conflito entre o ciclo natural da vida e a violência da colonização.
- o progresso econômico trazido pelo contato entre povos.
- a harmonia eterna entre o homem e a natureza, livre de perturbações.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O poema contrapõe a força regular e nutricional do rio ao impacto destrutivo da presença humana colonizadora, por isso a alternativa B está correta.
De um lado, o texto valoriza o ciclo natural da vida: o rio é descrito como mãe, fonte de sustento, com enchente e vazante que renovam a várzea e possibilitam a vida do Kambeba.
De outro, aparecem imagens de violência histórica: o contato com um povo mais “socializado” resulta em perda de terras, escravização e desalojo. Esses versos realçam a violência da colonização que interrompe e nega o modo de vida tradicional.
Assim, o poema expressa um conflito entre a continuidade natural representada pelo rio e a ruptura imposta pela colonização, articulando lirismo e crítica social.
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