Questão FC545466
O texto seguinte servirá de base para responder a questão a seguir. Os filhos das águas dos Solimões A água é a mãe que sustenta A vida que nasce como flor Alimenta a planta e o se
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FAFIPA · 2025
O texto seguinte servirá de base para responder a questão a seguir.
Os filhos das águas dos Solimões
A água é a mãe que sustenta A vida que nasce como flor Alimenta a planta e o ser vivente É estrada onde anda o pescador.
Na enchente, vem veloz e furiosa Derrubando ribanceiras e plantações Afeta a vida do indígena e ribeirinho É um ciclo, que se renova a cada estação.
Na vazante o rio quase some E a praia começa a surgir A água, agora bem calminha Não tem forças para a roça destruir.
Nas margens de um rio em formação Vive um povo que a água fez nascer Em um parto de dor e emoção Na várzea o Kambeba escolheu viver.
Mas em um contato fatal Com um povo mais socializado Fez dos herdeiros das águas Um povo desaldeado.
Tomando seu solo sagrado Sem dor, piedade ou compaixão Os Kambebas foram escravizados Apresentados a "civilização" Exploraram a sua força Forjando uma falsa proteção.
A alternância entre as fases do rio — enchente e vazante — constitui exemplo de:
- metáfora, por substituição de um termo por outro.
- metonímia, por serem sinônimos.
- antítese, por contrapor força e calmaria.
- hipérbole, por exagerar a força das águas.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A figura presente é a antítese, que consiste na justaposição de termos ou ideias de sentido oposto para marcar contraste.
No poema, a alternância entre enchente e vazante expõe justamente essa oposição: um momento de violência e um momento de tranquilidade.
Os versos qualificam a enchente como "veloz e furiosa" e a vazante como "bem calminha", estabelecendo oposição lexical clara.
Ao confrontar força e calmaria, o recurso realça o caráter cíclico do rio e intensifica o efeito emocional do texto, tornando mais nítida a mudança entre extremos.
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