Questão FC545485
O Texto seguinte servirá de base para responder a questão abaixo. Professores gastam mais de 20% da aula para manter a ordem dos alunos em sala, mostra estudo Tempo gasto pelos doc
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AMEOSC · 2025
O Texto seguinte servirá de base para responder a questão abaixo.
Professores gastam mais de 20% da aula para manter a ordem dos alunos em sala, mostra estudo
Tempo gasto pelos docentes brasileiros é acima da média dos países da OCDE, que é de 15%
O tempo dos docentes brasileiros está acima da média dos países da OCDE, em que os professores disseram gastar 15% do tempo de aula para manter a ordem dos alunos.
Segundo o relatório, entre 2018 e 2024, a parcela do tempo de aula dedicada à manutenção da ordem aumentou 2 pontos percentuais — a média da OCDE também aumentou 2 pontos percentuais.
Ainda de acordo com o estudo, 44% dos docentes brasileiros afirmam perder bastante tempo porque os alunos interrompem as aulas. O número também é acima da média da OCDE, que é de 18%. A mesma proporção de brasileiros diz também perder muito tempo esperando os alunos ficarem quietos (a média da OCDE é de 15%).
Comportamento na sala de aula
No estudo, a percepção dos professores sobre a disciplina em sala de aula é medida pela frequência relatada de quatro situações:
"Perco muito tempo porque os alunos interrompem a aula";
"Tenho que esperar muito tempo para que os alunos se acalmem";
"Há muito barulho e desordem disruptivos";
"Muitos alunos só começam a trabalhar muito tempo depois do início da aula".
Conforme a pesquisa, cerca de um em cada cinco professores afirmam sofrer com ruído e desordem significativos em suas salas de aula, em média.
No Brasil, mais de 50% dos professores relataram os desafios. No Chile, Finlândia, Portugal e África do Sul, esse percentual fica em cerca de 33%.
Já na Albânia, Japão e Xangai, por outro lado, menos de 5% dos professores apontam essas questões disciplinares.
Professores iniciantes
A pesquisa também mostra que os professores em começo de carreira relatam mais interrupções em sala de aula do que os seus colegas mais experientes em quase todos os sistemas educacionais.
No Canadá, Áustria, Chile, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Itália e Espanha, por exemplo, mais de 40% dos professores iniciantes afirmam "ruído perturbador frequente". Já em Portugal e no Brasil, esses percentuais aumentam para 59% e 66%, respectivamente.
Entre os professores experientes, essas taxas são mais baixas, abaixo de um terço em todos os sistemas educacionais, exceto em Portugal (33%) e no Brasil (53%).
O estudo foi realizado em 2024 e entrevistou cerca de 280 mil professores e diretores escolares em 17 mil escolas de ensino fundamental II em 55 sistemas educacionais. O Talis tem como objetivo auxiliar na elaboração de estratégias para melhorar a qualidade do ensino e os ambientes de aprendizagem.
https://www.terra.com.br/noticias/educacao/professores-gastam-mais-d e-20-da-aula-para-manter-a-ordem-dos-alunos-em-sala-mostra-estudo, ea20b81839e46ed5ad3f54c718b3bcdaz697ywnm.html?utm_source=cli pboard
"Professores gastam mais de 20% da aula para manter a ordem dos alunos em sala, mostra estudo."
Considerando o texto-base, analise as afirmativas a seguir e identifique a alternativa INCORRETA.
- Professores iniciantes enfrentam mais interrupções em sala de aula do que os experientes, em praticamente todos os países analisados.
- No Brasil, a indisciplina em sala de aula é percebida por uma parcela maior de docentes do que em países como Portugal e Chile.
- A indisciplina dos alunos brasileiros decorre da falta de preparo dos professores iniciantes.
- O relatório TALIS busca fornecer dados que ajudem a melhorar a qualidade do ensino e o ambiente de aprendizagem.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Incorreta: a afirmação atribui à falta de preparo dos professores iniciantes a causa única da indisciplina, mas o texto não sustenta essa relação causal.
O estudo relata que docentes em começo de carreira relatam mais interrupções, porém também mostra que entre os professores experientes no Brasil as taxas permanecem altas (53%). Esses dados indicam uma correlação entre experiência e percepção de indisciplina, mas não comprovam causalidade.
Para afirmar que a indisciplina decorre da falta de preparo seria necessário controlar variáveis como contexto escolar, tamanho de turma, apoio da gestão, condições sociais e políticas educacionais. O texto aponta um problema sistêmico mais amplo, não uma única causa.
Portanto, a alternativa é errada porque reduz um fenômeno complexo a uma explicação simplista não respaldada pelos dados apresentados.
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