Questão FC545620
Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felic
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FAU UNICENTRO · 2025
Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café
Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.
É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.
A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.
E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.
Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.
Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.
A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora. No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.
Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G
Assinale a alternativa na qual as duas palavras sejam acentuadas pela mesma regra:
- Xícara – Necessário.
- Rápido – Melancólico.
- Café – Exercício.
- Até – Tecnológicas.
- Já – Relógio.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Rápido (rá-pi-do) e Melancólico (me-lan-có-li-co) são palavras cuja sílaba tônica cai na antepenúltima sílaba. Em português, esse grupo é chamado de proparoxítonas.
A regra ortográfica é direta: todas as proparoxítonas recebem acento gráfico. Por isso ambas levam acento, independentemente da vogal ou da terminação. Em rápido o acento é agudo em á; em melancólico o acento é agudo em ó, marcando a sílaba tônica.
Portanto, as duas palavras são acentuadas pela mesma regra: serem proparoxítonas, que exigem acento gráfico.
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