Questão FC551222
Por que a cobra muda de pele “No princípio a morte não existia. A morte vivia com Deus, e Deus não queria que a morte entrasse no mundo. Mas a morte tanto pediu que Deus acabou con
Morfologia
IBAM · 2024
Por que a cobra muda de pele
“No princípio a morte não existia. A morte vivia com Deus, e Deus não queria que a morte entrasse no mundo. Mas a morte tanto pediu que Deus acabou concordando em deixá-la partir.
Ao mesmo tempo fez Deus uma promessa ao homem: apesar de a morte ter recebido permissão para entrar no mundo, o Homem não morreria. Além disso, Deus prometeu enviar ao homem peles novas, que ele e sua família poderiam vestir quando seus corpos envelhecessem.
Pôs Deus as peles novas num cesto e pediu ao cachorro para levá-las ao homem e sua família. No caminho, o cachorro começou a sentir fome. Felizmente, encontrou outros animais que estavam dando uma festa. Muito satisfeito com sua boa sorte, pode assim matar a fome.
Depois de haver comido fartamente, dirigiu-se a uma sombra e deitou-se para descansar. Então a esperta cobra aproximou-se dele e perguntou o que é que havia no cesto. O cachorro lhe disse o que havia no cesto e por que o estava levando para o homem. Minutos depois o cachorro caiu no sono. Então a cobra, que ficara por perto a espreitá-lo, apanhou o cesto de peles novas e fugiu silenciosamente para o bosque.
Ao despertar, vendo que a cobra lhe roubara o cesto de peles, o cachorro correu até o homem e contou-lhe o que acontecera. O homem dirigiu-se a Deus e contou-lhe o ocorrido, exigindo que ele obrigasse a cobra a devolver-lhe as peles. Deus, porém, respondeu que não tomaria as peles da cobra, e por isso o homem passou a ter um ódio mortal à cobra, e sempre que a vê procura matá-la.
A cobra, por seu turno, sempre evitou o homem e sempre viveu sozinha. E, como ainda possui o cesto de peles fornecido por Deus, pode trocar a pele velha por outra nova.”
Fonte: CAREY, Margaret. Contos e lendas da África (1981), trad. Antônio de Pádua Danesi
Ao despertar, vendo que a cobra lhe roubara o cesto de peles, o cachorro correu até o homem e contou-lhe o que acontecera. (3º parágrafo).
Nesse trecho, ambas as formas verbais destacadas estão flexionadas no:
- pretérito perfeito do indicativo.
- pretérito imperfeito do indicativo.
- pretérito imperfeito do subjuntivo.
- pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
D
Comentário do professor
Roubar a e acontecer a nas frases roubara e acontecera estão no pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo. Esse tempo expressa uma ação passada que ocorreu antes de outra ação também passada.
No trecho, roubara indica que o ato de roubar já se completara quando o cachorro despertou; acontecera sinaliza que o fato já havia ocorrido quando ele contou ao homem. A ideia central é de anterioridade relativa entre eventos.
Formação: parte-se do pretérito perfeito na 3ª pessoa do plural (por exemplo, roubaram); elimina-se a terminação -am e acrescenta-se o sufixo adequado, gerando formas como roubara, acontecera.
Observe que existe também a forma composta (havia + particípio), que transmite a mesma noção de anterioridade, mas aqui o texto usa a forma simples.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em