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Questão FC551233

Como ajudamos esses pais? Como ajudamos o sistema de saúde?

Morfologia

IBAM · 2024

Texto 1 Nessa queda de braço, perdemos todos

Nunca se falou tanto no assunto autismo. E o dado é claro: as buscas sobre o tema tiveram um crescimento no Google de mais de 1500% no último ano. Sociedade, imprensa e classe médica têm um olhar mais atento para o assunto do que quase todo mundo.

Ao mesmo tempo em que se fala mais, também estamos vivendo uma queda de braço no setor da saúde no que se refere ao atendimento ao crescente número de diagnósticos do TEA (Transtorno do Espectro Autista).

De um lado, estão as operadoras de planos de saúde, atuando com maior controle sobre reembolsos (lideradas pelo movimento contra fraudes da FenaSaúde e Abramge) e de olho no que o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determina para o tratamento do autismo e outros transtornos globais do desenvolvimento, como TDAH e TOD.

Especialistas ou não, a área técnica das operadoras quer determinar qual é a melhor terapia para grupos de indivíduos sem conhecer o histórico de cada paciente.

Do outro lado, estão pais, mães e cuidadores em busca de tratamento para o desenvolvimento de seus filhos, sem nenhuma certeza sobre o futuro. Esse desafio diário ganhou mais visibilidade depois que o apresentador Marcos Mion entrou na mobilização pública pela causa. Mas, em um mundo com 70 milhões de autistas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), e bilhões gastos em tratamento mensalmente, só temos uma certeza: a conta não fecha. Nem para as famílias nem para as operadoras de saúde.

Apesar de não haver um estudo consistente no Brasil sobre o tema, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), um respeitado instituto dos Estados Unidos, indicou que o número de casos de autismo era de 1 a cada 36 em 2020, uma prevalência quatro vezes maior que em 2000.

Com diagnósticos aumentando a cada dia e sem uma unidade científica que possa nortear o tratamento de todos os pacientes, os pais percorrem médicos e clínicas em busca do que vai garantir qualidade de vida para o seu filho autista – e para a própria família. Vale lembrar que autismo não é doença e, por isso, não tem cura. A luta e o tratamento são para toda a vida.

Como ajudamos esses pais? Como ajudamos o sistema de saúde?

Fonte: https://www.jb.com.br/bem-estar/2024/06/03/nessa-queda-de-braco-perdemos-todos.html. Acesso em 03/06/2024.

 

Em "E com diagnósticos aumentando, a cada dia, e sem uma unidade científica que possa nortear o tratamento de todos os pacientes, os pais percorrem médicos e clínicas em busca do que vai garantir qualidade de vida para o seu filho autista", o verbo destacado está flexionado no:

  1. Futuro do subjuntivo.
  2. Presente do indicativo.
  3. Presente do subjuntivo.
  4. Futuro do presente do indicativo.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Presente do subjuntivo. A forma possa é a 3.ª pessoa do singular do verbo poder no presente do subjuntivo.

Trata-se de uma oração relativa restritiva ligada a um substantivo indefinido/negado (unidade em "sem uma unidade científica"). Nessas condições, o verbo da oração subordinada costuma aparecer no subjuntivo para marcar hipótese, possibilidade ou ausência de certeza quanto à realização da ação.

Além disso, há concordância temporal com o núcleo da oração principal, que está no presente ("os pais percorrem"); por isso usa‑se o presente do subjuntivo para indicar simultaneidade da possibilidade de nortear o tratamento.


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