Questão FC551244
Texto: EXCESSO DE CHAMADAS DE VÍDEO GERA FADIGA ENTRE PROFISSIONAIS Pesquisa com brasileiros das classes A, B e C mostrou que, quando puderem voltar a trabalhar fora de casa, mesmo
Morfologia
IBAM · 2022
Texto: EXCESSO DE CHAMADAS DE VÍDEO GERA FADIGA ENTRE PROFISSIONAIS
Pesquisa com brasileiros das classes A, B e C mostrou que, quando puderem voltar a trabalhar fora de casa, mesmo assim 57% dos profissionais gostariam de continuar em home office. E home office hoje se tornou sinônimo de muitas novas práticas, das quais a chamada em vídeo talvez seja a mais difundida - e também a mais polêmica.
Se, em um primeiro momento, o recurso da webcam serviu até mesmo de consolo para quem sentiu um impacto emocional mais intenso com o distanciamento social, agora as empresas precisam ficar atentas aos excessos. Segundo a psicóloga Ana Carolina Peuker, da empresa Bee Touch, está se popularizando um novo termo: zoom fatigue. "A expressão na verdade se refere à exaustão decorrente da interação social intermediada pela tela do computador, independentemente da plataforma usada", diz ela.
A psicóloga explica que uma simples conversa já demanda a decodificação de muitos sinais, como tom de voz e expressões faciais, que percebemos de forma inconsciente. Quando isso acontece por meio on-line, o desafio para o cérebro é maior. "São muitos sinais para serem decodificados em meio a questões como, por exemplo, falha na conexão, que deixam tudo muito truncado e difícil para o cérebro. E uma demanda imensa do ponto de vista cognitivo."
Outro fator agravado pelas videoconferências corporativas, de acordo com a psicóloga, é a síndrome do impostor, que afeta principalmente profissionais que exigem muito de si e têm grande receio de falhar. "A pessoa se vê observada e avaliada o tempo todo e, mesmo que seja capacitada, ela se sente uma fraude" define. "A sensação é a de que tem uma câmera gigante percebendo tudo e que ela vai ser desmascarada a qualquer momento, apesar de isso não corresponder à realidade."
Para que o vídeo continue a ser um facilitador para a carreira, em vez de tornar um penetra indesejado, Peuker acredita que seja a hora de estabelecer uma espécie de etiqueta. Ela que há possibilidade de a pessoa não se sentir à vontade com a videochamada, por exemplo, por não querer mostrar o próprio ambiente. "Por outro lado, será possível aceitar que um colaborador nunca abra a câmera? As empresas vão ter que se dedicar a essa questão em cocriação com os colaboradores, não pode ser só de cima para baixo."
A empresa Intertek, que abraçou a prática das chamadas em vídeo assim que começou a pandemia, estabeleceu, desde o início, regras. Dentre elas, foi definida uma agenda para o ano todo, com reuniões periódicas que têm dia e hora fixos, para que os colaboradores possam se programar. Quando surge a demanda de uma reunião que não estava prevista, procura-se avisar a cada participante, por e-mail, com 48 horas de antecedência, justificando para o mesmo a necessidade da alteração e sugerindo um horário que concilie a agenda de todos.
Colocar limites claros na realização de chamadas também foi a solução da empresa Unilever. A companhia lançou as chamadas "regras de ouro", que vetaram, por exemplo, reuniões entre 12h e 13h30min e após as 18h. Determinaram um intervalo mínimo de 10 minutos entre uma chamada e outra e, também, que o expediente de sexta-feira se encerre às 16h, dando um respiro a todo o time.
Para a empresa DUXcoworkers, os gestores precisam planejar um roteiro de reunião a fim de que todos estejam preparados para os temas e objetivos a que se quer chegar naquele tempo previsto. É fundamental entender a saúde do ambiente e o tempo dos colaboradores, que agora precisam conciliar as horas de trabalho em frente à tela com a gestão familiar.
Adaptado de economia.estadao.com.br, 24/10/2020.
Para que o vídeo continue a ser um facilitador para a carreira, em vez de se tornar um penetra indesejado, Peuker acredita que seja a hora de estabelecer uma espécie de etiqueta. (5º parágrafo)
Considerando os verbos sublinhados, ao se conjugar o primeiro no pretérito imperfeito do modo subjuntivo, a conjugação do segundo deverá variar para o seguinte tempo do modo indicativo:
- pretérito perfeito
- futuro do presente
- futuro do pretérito
- pretérito mais-que-perfeito
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Correlação verbal: quando a oração subordinada estiver no pretérito imperfeito do subjuntivo, a oração principal que expressa consequência ou atitude hipótese costuma empregar o futuro do pretérito do indicativo.
Isso ocorre porque o pretérito imperfeito do subjuntivo marca hipótese ou irrealidade no passado ou em situações contrafactuais, exigindo na oração principal um tempo que indique condicionalidade ou consequência no mesmo plano temporal, função do futuro do pretérito.
Aplicando ao enunciado: "Para que o vídeo continuasse a ser um facilitador" (pretérito imperfeito do subjuntivo) corresponde "Peuker acreditaria" ou "seria a hora" (futuro do pretérito do indicativo).
Portanto, a variação correta é para o futuro do pretérito, justificando a alternativa correta.
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