Questão FC551264
CHEGA DE PRECONCEITO CONTRA O LUCRO Instituições sem fins lucrativos são criadas para aproveitar oportunidades de captação de recursos ou isenções de impostos, geralmente para alca
Morfologia
IBAM · 2013
CHEGA DE PRECONCEITO CONTRA O LUCRO
Instituições sem fins lucrativos são criadas para aproveitar oportunidades de captação de recursos ou isenções de impostos, geralmente para alcançar uma causa social não atendida pelo Poder Público.
A causa e nobre. seja ela o assistencialismo, a educação ou os serviços a comunidades carentes. Com o crescimento desse setor, aumentam as solicitações para que a sociedade colabore com seus projetos de forma não remunerada, pois “não há fins lucrativos".
Há uma grave distorção nessa expectativa. Entidades sem fins lucrativos esperam que empresas forneçam seus produtos sem custo, assim como esperam que famílias sem dificuldades financeiras deixem de cuidar de seu futuro para amparar os fragilizados. Estamos criando uma insustentável cultura de tirar dos bem-sucedidos para assistir os desafortunados, como se o papel do lucro fosse ser distribuído à sociedade.
Empresas que geram resultados não deveriam dividi-Ios com os incapazes de erguer um negócio. Isso premia a incompetência. Somente quando os negócios produzem retornos maiores que o esperado (fruto do investimento em qualidade e tecnologia), os lucros excedentes podem virar filantropia.
Não é papel das empresas prestar serviços sem remuneração. O papel das empresas é prestar bons serviços, lucrar e investir seus lucros para que esses serviços sejam melhorados, mais empregos sejam gerados e mais impostos sejam pagos — essa é a ideia. Se o Estado é incapaz de fornecer a educação que ensine a pescar, cabe a ele usar sua arrecadação para sanar os problemas.
Quanto mais as famílias abrem mão de poupar para o futuro e praticam o assistencialismo, mais dependerão do governo para custear seu futuro. É um círculo perigosamente vicioso.
Quando me pedem para prestar um serviço sem fins lucrativos, subentendo que querem que eu trabalhe sem remuneração. Não faz sentido. Tenho fins lucrativos, com orgulho. Se meu trabalho cria valor, paguem o que ele vale. Quem não tem fins lucrativos é a instituição que contrata o serviço. não quem o presta.
Não ter fins lucrativos não deve credenciar ninguém a ser incompetente na captação de recursos. Prestar serviços para uma empresa sem fins lucrativos não deve ser uma caridade forçada. Lucrar, ou produzir resultados excedentes, é essencial para o crescimento de qualquer atividade. Devemos esperar das instituições competência técnica e gerencial para levantar fundos, administrar custos e pagar suas atividades sem corroer a capacidade produtiva da sociedade. Elas deveriam gerar resultados e reinvesti-Ios para que o atendimento a sua causa possa crescer. É tempo de lutar por mais profissionalismo nas causas sociais.
Gustavo Cerbasi, Publicado originalmente na Revista Época em 13/04/2013,
disponivel no site [maisdinheiracombr], consultado em 12/8/2013.
O trecho abaixo será utilizado para a resolução da questão.
"Estamos criando uma insustentável cultura de tirar dos bem-sucedidos para assistir os desafortunados, como se o papel do lucro fosse ser distribuído à sociedade".
Sobre o verbo sublinhado no excerto é válido asseverar que:
- foi conjugado no futuro do modo subjuntivo e expressa casualidade ou incerteza.
- indica probabilidade e foi conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo.
- aponta a continuidade de um acontecimento em relação a outro ocorrido ao mesmo tempo no passado e foi conjugado no pretérito imperfeito do modo indicativo.
- o pretérito perfeito do indicativo foi o tempo verbal em que foi conjugado e relata evento ocorrido e concluído em determinado momento do passado.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Fosse aparece em "como se o papel do lucro fosse ser distribuído" e exprime hipótese, dúvida ou possibilidade, função típica do modo subjuntivo.
Gramaticalmente, fosse é a forma do verbo ser na terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo. Uma forma prática para identificar esse tempo é inserir se: "(se) ele fosse".
Além disso, a locução como se exige o subjuntivo porque estabelece comparação hipotética. Assim, fosse indica probabilidade ou atitude conjectural frente à ideia apresentada no período.
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