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Questão FC551267

"Se condenarmos o consumo excessivo, deveríamos ser consistentes" - caso a conjunção em destaque fosse substituída por "Quando", a correta adequação do período seria a apresentada

Morfologia

IBAM · 2023

FAZ SENTIDO NÃO TER FILHOS DEVIDO À CRISE CLIMÁTICA? 4 PONTOS PARA REFLETIR

 

Em 2009, o estatístico Paul Murtaugh e o cientista climático Michael Schlax calcularam que ter apenas um filho em um país com altas emissões, como os Estados Unidos, acrescentaria cerca de 10 mil toneladas de CO2 à atmosfera. Isso é cinco vezes as emissões que um pai ou uma mãe produz, em média, em toda a sua vida.

 

A razão pela qual esse número é tão grande é porque os filhos provavelmente terão filhos, perpetuando as emissões por muitas gerações.

 

De acordo com um argumento proeminente de 2002, devemos pensar na procriação em analogia ao consumo excessivo. Assim como o consumo excessivo, a procriação é um ato no qual você conscientemente provoca mais emissões de carbono do que é ético. Se condenarmos o consumo excessivo, deveríamos ser consistentes e desaprovar a procriação também.

 

Dado o potencial impacto climático de se ter um único filho, alguns especialistas em ética argumentam que existem limites éticos sobre o tamanho que nossas famílias devem ter. Tipicamente, eles propõem que não devemos ter mais de duas crianças por casal, ou talvez não mais de uma. Outros até argumentaram que, nas circunstâncias atuais, pode ser melhor não ter filhos.

 

Essas ideias ganharam força por meio dos esforços de grupos ativistas, como o movimento BirthStrike e a instituição de caridade britânica Population Matters.

 

Os eticistas climáticos concordam amplamente que a crise climática não tem precedentes e exige que repensemos o que possa ser eticamente exigido dos indivíduos. Mas propor limites éticos ao tamanho de uma família parece desagradável para muitos devido a uma série de preocupações.

 

Martin Sticker e Félix Pinkert. Disponível em [https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/ 2023/08/faz-sentido-nao-ter-filhos-devido-a-crise-climatica-4-pontos-para-refletir.ghtml]. Consultado em 30.8.2023.

 

"Se condenarmos o consumo excessivo, deveríamos ser consistentes" - caso a conjunção em destaque fosse substituída por "Quando", a correta adequação do período seria a apresentada em qual alternativa?

  1. Quando condenarmos o consumo excessivo, devíamos ser consistentes em desaprovar a procriação também.
  2. Quando condenarmos o consumo excessivo, deveremos ser consistentes em desaprovar a procriação também.
  3. Quando condenarmos o consumo excessivo, deveriam ser consistentes em desaprovar a procriação também.
  4. Quando condenarmos o consumo excessivo, deverão ser consistentes em desaprovar a procriação também.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Quando condenarmos o consumo excessivo, deveremos ser consistentes em desaprovar a procriação também. A construção é correta porque a oração temporal introdutória por quando refere-se a fato futuro e exige o futuro do subjuntivo ("condenarmos").


A oração principal usa o futuro do presente do indicativo ("deveremos"), que indica a consequência ou atitude esperada no tempo futuro. Essa combinação garante harmonia temporal entre as orações.


Além disso, há concordância de pessoa e número: o verbo "deveremos" está na 1.ª pessoa do plural, coerente com o sujeito implícito "nós" presente em "condenarmos". A frase, portanto, é coesa e gramaticalmente adequada.

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