FC ConcursosFC Concursos

Questão FC551493

Esta é uma cena comum? O que torna a mídia social tão atraente? Ou viciante?

Colocação Pronominal

IBAM · 2023

CARÊNCIA POR "LIKE" ESTÁ QUIMICAMENTE RELACIONADA AO VÍCIO, ALERTA ESPECIALISTA

 

Você tem o celular na mão o tempo todo. Você abre suas redes sociais, fica olhando o telefone por um longo tempo, navegando automaticamente. Você guarda o telefone, mas, apenas alguns minutos depois, abre novamente o aparelho para continuar vendo as mesmas redes sociais que acabou de ver. A ação é repetida várias vezes ao dia.

Esta é uma cena comum? O que torna a mídia social tão atraente? Ou viciante?

As redes nos conectam com outras, são visualmente atraentes, nos oferecem conteúdos sobre pessoas, atividades, lugares de nosso interesse, mas "são pensadas de forma a promover a repetição do seu uso", diz Carolina Vidal, professora assistente de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.

"A maioria das redes sociais tem uma característica comum - o 'curtir' - que reforça o comportamento da pessoa que compartilha o comentário ou foto, promovendo sua repetição. Os likes têm se mostrado equivalentes a retornos relacionados a dinheiro ou recompensas sociais", disse Vidal. O _(I)_ de não conseguirmos parar de acessar as redes está no cérebro.

Muitas pessoas são atraídas pelo uso frequente - quase viciante - da mídia social, pois ela ativa substâncias químicas cerebrais que aguçam a sensação de "quero mais". É o que diz o médico Mitch Prinstein, diretor científico da Associação Americana de Psicologia (APA).

"Estamos todos interessados em interações sociais agradáveis, mas a pesquisa mostra que a mídia social e seu foco em 'curtidas' quantificadas ou notificações frequentes, parecem estar associadas à ativação de áreas no cérebro que nos fazem não apenas desfrutar dessas interações, mas biologicamente ansiar por elas", disse Prinstein.

"Essas são as mesmas regiões do cérebro ligadas ao vício em substâncias ilegais", acrescentou o diretor científico da APA.

Segundo Prinstein, entre os 10 e 12 anos de idade, o cérebro "aumenta a capacidade de receber sinais da dopamina e da oxitocina", o que faz com que as pessoas anseiem por atenção, visibilidade e busquem um lugar dentro de seu grupo social.

Compilado e adaptado.

Disponível em [https:/lwww.cnnbrasil.com.brltecnologialcarencia-por/like-esta-quimicamente-relacionada-ao-vicio-alerta-especialista/]. Consultado em 17.8.2023.

 

Considere os itens abaixo.

I. "substâncias químicas cerebrais que aguçam a sensação de 'quero mais"'.

II. "As redes sociais conhecem você".

Se substituirmos os termos sublinhados em I e li pelo pronome oblíquo correspondente, teremos, respectivamente (considere a norma culta da língua):

  1. I - substâncias químicas cerebrais que aguçam-na; II - As redes sociais conhecem-no.
  2. I - substâncias químicas cerebrais que aguçam-lhe; II - As redes sociais conhecem-lhe.
  3. I - substâncias químicas cerebrais que a aguçam; II - As redes sociais o conhecem.
  4. I - substâncias químicas cerebrais que lhe aguçam; II - As redes sociais lhe conhecem.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

Certo

Comentário do professor

Na frase I, o sintagma "a sensação de 'quero mais'" atua como objeto direto do verbo aguçam. Para substituí‑lo usamos o pronome oblíquo a. Como há o pronome relativo que antes do verbo, aplica‑se a regra da próclise, ou seja, o pronome deve ficar antes do verbo: que a aguçam.

Na frase II, "você" também funciona como objeto direto do verbo conhecem, portanto substitui‑se por o (forma masculina neutra usada convencionalmente). Não há elemento que force próclise, logo a versão escolhida é As redes sociais o conhecem. É importante notar que lhe seria usado apenas para objeto indireto, por isso não cabe aqui.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo