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Quais os ingredientes do cigarro eletrônico?

Sintaxe

IBAM · 2022

USO DE CIGARRO ELETRÔNICO EQUIVALE A MAIS DE 20 CIGARROS POR DIA

 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o fumante brasileiro consome em média 17 cigarros convencionais por dia.

Segundo a Diretora do Ambulatório de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração (lnCor), Ora. Jagueline Scholz, no jovem que consome o cigarro eletrônico a taxa de nicotina do organismo pode ultrapassar essa média, alcançando o equivalente a mais de 20 cigarros tradicionais por dia.

 

"Cada vez mais recebo no meu consultório jovens de 16 a 24 anos que usam esse produto e têm uma taxa de nicotina no organismo equivalente ao consumo de mais de 20 cigarros por dia", disse a médica em entrevista à BBC News Brasil.

 

Ainda de acordo com a reportagem, um estudo apurou que quase um em cada cinco brasileiros de 18 a 24 anos usaram o cigarro eletrônico pelo menos uma vez na vida, mesmo que a comercialização desse produto seja proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Para Scholz, isso explica a mudança nos números de iniciação do tabagismo, que antes eram bem baixos em relação aos adolescentes. "Se não cuidarmos desse problema agora, o uso desses dispositivos tem tudo para virar uma epidemia em breve", alertou.

 

O boom do cigarro eletrônico

 

Ainda segundo a médica, o surgimento desses aparelhos não é, no entanto, algo tão novo, já que versões anteriores circulam há pelo menos 20 anos. Com base em discursos de que o estilo de dispositivo seria menos danoso à saúde, eles foram se popularizando cada vez mais - principalmente entre aqueles que desejavam parar de fumar. Contudo, ela afirma que não existem estudos que comprovem que o cigarro eletrônico possa auxiliar no tratamento do vício.

 

"Vários países, como o próprio Reino Unido, aceitaram esse argumento e liberaram os cigarros eletrônicos. O que aconteceu nesses lugares foi um aumento da prevalência de fumantes", disse Scholz. "Se o propósito desse produto fosse terapêutico mesmo, ele não poderia ser vendido em qualquer lugar, como acontece agora", destacou.

 

Em resumo, a cardiologista apontou que o cigarro eletrônico, na verdade, segue o caminho contrário à sua propaganda e, além de não cumprir as promessas terapêuticas, ainda pode fazer muito mal à saúde.

 

Quais os ingredientes do cigarro eletrônico?

 

Segundo a médica, que também é professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o cigarro eletrônico contém propilenoglicol, nicotina e substâncias aromáticas - sendo está ultima um dos maiores atrativos do dispositivo, já que não emite o já conhecido cheiro dos cigarros tradicionais.

 

Muitos também acreditam que o uso do propilenoglicol é inofensivo, já que ele é usado na indústria alimentícia. Mas isso pode não ser totalmente verdade.

 

"Não temos estudos suficientes sobre isso, até porque esses dispositivos hoje trazem tantos aditivos que não possuímos uma ideia exata das reações químicas que acontecem ali, numa temperatura alta. Já vimos alguns trabalhos que detectaram substâncias cancerígenas na bexiga e na urina de usuários do cigarro eletrônico", explicou a especialista.

 

Sobre a nicotina, Scholz diz que "as novas gerações de cigarro eletrônico trazem sais que são cada vez menores e entregues em alta quantidade, o que aumenta a dependência" e, consequentemente, os danos ao coração e pulmão.

 

"A nicotina não é uma substância inócua.

 

Ela aumenta a frequência cardíaca, altera a pressão" arterial e pode lesar o endotélio, a camada interna dos vasos sanguíneos. Por isso, o risco cardíaco de um usuário de cigarro eletrônico é praticamente o mesmo de alguém que fuma cigarros convencionais. Nos pulmões, as nanopartículas de nicotina podem entrar nos alvéolos, causar espasmos respiratórios e até doenças inflamatórias."

 

Assim como os tratamentos contra o uso de cigarros tradicionais, também há opções que podem ajudar o usuário a abandonar o vício do cigarro eletrônico. "É possível amenizar o sofrimento das pessoas, que ficam em abstinência, e alcançar bons resultados", disse a médica, lembrando que o Sistema Único de Saúde (SUS) possui recursos terapêuticos para os casos.

 

https://olhardigital.com.br/2022/07/25/medicina -e-saude/uso-de-cigarro-eletronico-equivale-a-mais-de- 20-cigarros-convencionais-por-dia/

 

"É possível amenizar o sofrimento das pessoas [...]"

O trecho destacado equivale sintaticamente a um:

  1. objeto direto
  2. objeto indireto
  3. sujeito
  4. aposto
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

"Amenizar o sofrimento das pessoas" atua sintaticamente como sujeito da oração. O verbo é funciona como verbo de ligação e o termo possível exerce a função de predicativo do sujeito, ou seja, atribui uma qualidade ao sujeito da frase.

Trata‑se de uma oração reduzida de infinitivo que desempenha o papel de sujeito: ela indica a ação de que se faz a declaração. Isso fica claro pela inversão: "Amenizar o sofrimento das pessoas é possível", forma que mantém o sentido e evidencia a função subjetiva do trecho.

A concordância verbal em terceira pessoa do singular confirma o caráter singular do sujeito oracional. Não há preposição regendo o segmento, característica compatível com sujeito e não com complemento verbal.

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