Questão FC551934
Por que a cobra muda de pele “No princípio a morte não existia. A morte vivia com Deus, e Deus não queria que a morte entrasse no mundo. Mas a morte tanto pediu que Deus acabou con
Concordância (Verbal e Nominal)
IBAM · 2024
Por que a cobra muda de pele
“No princípio a morte não existia. A morte vivia com Deus, e Deus não queria que a morte entrasse no mundo. Mas a morte tanto pediu que Deus acabou concordando em deixá-la partir.
Ao mesmo tempo fez Deus uma promessa ao homem: apesar de a morte ter recebido permissão para entrar no mundo, o Homem não morreria. Além disso, Deus prometeu enviar ao homem peles novas, que ele e sua família poderiam vestir quando seus corpos envelhecessem.
Pôs Deus as peles novas num cesto e pediu ao cachorro para levá-las ao homem e sua família. No caminho, o cachorro começou a sentir fome. Felizmente, encontrou outros animais que estavam dando uma festa. Muito satisfeito com sua boa sorte, pode assim matar a fome.
Depois de haver comido fartamente, dirigiu-se a uma sombra e deitou-se para descansar. Então a esperta cobra aproximou-se dele e perguntou o que é que havia no cesto. O cachorro lhe disse o que havia no cesto e por que o estava levando para o homem. Minutos depois o cachorro caiu no sono. Então a cobra, que ficara por perto a espreitá-lo, apanhou o cesto de peles novas e fugiu silenciosamente para o bosque.
Ao despertar, vendo que a cobra lhe roubara o cesto de peles, o cachorro correu até o homem e contou-lhe o que acontecera. O homem dirigiu-se a Deus e contou-lhe o ocorrido, exigindo que ele obrigasse a cobra a devolver-lhe as peles. Deus, porém, respondeu que não tomaria as peles da cobra, e por isso o homem passou a ter um ódio mortal à cobra, e sempre que a vê procura matá-la.
A cobra, por seu turno, sempre evitou o homem e sempre viveu sozinha. E, como ainda possui o cesto de peles fornecido por Deus, pode trocar a pele velha por outra nova.”
Fonte: CAREY, Margaret. Contos e lendas da África (1981), trad. Antônio de Pádua Danesi
Existiam peles no cesto. Essa frase está redigida com verbo no pretérito imperfeito do indicativo. Segundo a norma-padrão, uma possível reescrita dessa frase, mantendo=-se o pretérito imperfeito, seria:
- Houve peles no cesto.
- Havia peles no cesto.
- Houveram peles no cesto.
- Haviam peles no cesto.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A frase correta é Havia peles no cesto. O verbo haver, quando tem valor de existir, é um verbo impessoal e não admite sujeito; por isso permanece na 3.ª pessoa do singular.
No enunciado foi usada a ideia de existência, então a forma adequada no pretérito imperfeito do indicativo do verbo haver é havia. A terminação -ia indica esse tempo verbal para verbos da 2.ª conjugação.
Exemplo didático: Havia muitos livros na mesa. Assim, Havia peles no cesto respeita a norma-padrão e o tempo verbal exigido.
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