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Questão FC552237

Considere o texto a seguir para responder a questão Texto: O rádio não morre, se reinventa sempre. A importância do rádio na vida dos brasileiros (Joel Silva) Mesmo com o avanço da

Interpretação de Textos (Compreensão)

IBAM · 2025

Considere o texto a seguir para responder a questão 

 

Texto: O rádio não morre, se reinventa sempre. A importância do rádio na vida dos brasileiros (Joel Silva)

 

Mesmo com o avanço da internet, do “streaming” e das redes sociais, o bom e velho rádio continua presente na rotina de milhões de brasileiros. Ele está no carro, no celular, no fone de ouvido de quem trabalha, na cozinha de casa e até na palma da mão com os aplicativos. O rádio resiste porque se adapta.

 

Segundo dados da Kantar IBOPE Media, o rádio atinge 83% da população das grandes cidades brasileiras. Isso significa que, mesmo com tantas plataformas digitais disponíveis, o rádio permanece como um dos meios mais acessados no dia a dia. Os ouvintes escutam, em média, quatro horas de rádio por dia, especialmente no trânsito e no trabalho.

 

Além de ser popular, o rádio é confiável. Pesquisas apontam que o brasileiro confia mais no que ouve no rádio do que em redes sociais. A informação é percebida como mais séria, responsável e verificada. Isso fortalece o papel do rádio como canal de prestação de serviço e de jornalismo local.

 

Diferente de outras mídias nacionais, o rádio se destaca pela proximidade com as comunidades. Ele informa sobre a escola do bairro, a chuva que derrubou árvores, a ação da prefeitura na rua do ouvinte. É esse senso de pertencimento que faz com que muitos brasileiros se sintam representados no rádio.

 

Hoje, o rádio está nas plataformas digitais, nos aplicativos, em vídeo nas redes sociais e até com participação ao vivo pelo WhatsApp. Isso prova que o formato pode evoluir sem perder sua essência: ser direto, acessível e confiável. O futuro do rádio está na convergência. Quem souber integrar conteúdo, agilidade e presença digital vai continuar falando no ouvido e no coração do povo.

 

E aqui vai um recado aos políticos: o rádio também é, politicamente, o veículo mais democrático durante as eleições. É de fácil acesso, está em todos os lugares e não exige que o cidadão pare o que está fazendo para prestar atenção. Todo mundo ouve, todo mundo alcança. Em tempos de campanhas cada vez mais caras e distantes do povo, o rádio continua sendo o canal que fala direto com o eleitor. Ignorar o rádio é desperdiçar a chance de ser ouvido por quem realmente decide o jogo: o povo.

 

Mais do que um meio de comunicação, o rádio é uma companhia diária para milhões de brasileiros. Ele informa, emociona, diverte e conecta. E enquanto houver gente querendo ser ouvida, vai ter alguém do outro lado do rádio para escutar.

 

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/[...]/2025/08/1056515-oradio- nao-morre-se-reinventa-sempre-

a-importanciado- radio-na-vida-dos-brasileiros.html. Acesso em 12/08/2025

 

“O rádio não morre, se reinventa sempre”. Essa frase, no contexto do texto, é usada para: 

  1. ressaltar a superioridade histórica do rádio sobre as mídias digitais
  2. comparar a popularidade do rádio no passado e no presente, enfatizando seu declínio gradual
  3. demonstrar que o rádio sobrevive apenas por causa de políticas públicas de incentivo e pela sua origem clássica
  4. indicar que o rádio, apesar das mudanças tecnológicas, mantém-se relevante por sua capacidade constante de adaptação
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Gabarito

D

Comentário do professor

"O rádio não morre, se reinventa sempre" resume a ideia central do texto: o meio permanece relevante porque se adapta às transformações tecnológicas e sociais.

A expressão funciona como uma afirmação de continuidade pela capacidade de adaptação. O texto mostra isso ao citar presença no carro, no celular, em aplicativos, redes sociais e participação via WhatsApp.

Ao destacar que o rádio conserva sua essência — ser direto, acessível e confiável — a frase sintetiza a argumentação: evolução tecnológica não elimina o rádio, apenas provoca sua reinvenção.

Portanto, no contexto, a frase indica justamente que a longevidade do rádio decorre da sua constante adaptação às mudanças, preservando seu papel social e jornalístico.

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