Questão FC552470
Esta é uma cena comum? O que torna a mídia social tão atraente? Ou viciante?
Interpretação de Textos (Compreensão)
IBAM · 2023
CARÊNCIA POR "LIKE" ESTÁ QUIMICAMENTE RELACIONADA AO VÍCIO, ALERTA ESPECIALISTA
Você tem o celular na mão o tempo todo. Você abre suas redes sociais, fica olhando o telefone por um longo tempo, navegando automaticamente. Você guarda o telefone, mas, apenas alguns minutos depois, abre novamente o aparelho para continuar vendo as mesmas redes sociais que acabou de ver. A ação é repetida várias vezes ao dia.
Esta é uma cena comum? O que torna a mídia social tão atraente? Ou viciante?
As redes nos conectam com outras, são visualmente atraentes, nos oferecem conteúdos sobre pessoas, atividades, lugares de nosso interesse, mas "são pensadas de forma a promover a repetição do seu uso", diz Carolina Vidal, professora assistente de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.
"A maioria das redes sociais tem uma característica comum - o 'curtir' - que reforça o comportamento da pessoa que compartilha o comentário ou foto, promovendo sua repetição. Os likes têm se mostrado equivalentes a retornos relacionados a dinheiro ou recompensas sociais", disse Vidal. O _(I)_ de não conseguirmos parar de acessar as redes está no cérebro.
Muitas pessoas são atraídas pelo uso frequente - quase viciante - da mídia social, pois ela ativa substâncias químicas cerebrais que aguçam a sensação de "quero mais". É o que diz o médico Mitch Prinstein, diretor científico da Associação Americana de Psicologia (APA).
"Estamos todos interessados em interações sociais agradáveis, mas a pesquisa mostra que a mídia social e seu foco em 'curtidas' quantificadas ou notificações frequentes, parecem estar associadas à ativação de áreas no cérebro que nos fazem não apenas desfrutar dessas interações, mas biologicamente ansiar por elas", disse Prinstein.
"Essas são as mesmas regiões do cérebro ligadas ao vício em substâncias ilegais", acrescentou o diretor científico da APA.
Segundo Prinstein, entre os 10 e 12 anos de idade, o cérebro "aumenta a capacidade de receber sinais da dopamina e da oxitocina", o que faz com que as pessoas anseiem por atenção, visibilidade e busquem um lugar dentro de seu grupo social.
Compilado e adaptado.
Disponível em [https:/lwww.cnnbrasil.com.brltecnologialcarencia-por/like-esta-quimicamente-relacionada-ao-vicio-alerta-especialista/]. Consultado em 17.8.2023.
Avalie as afirmações feitas sobre o texto.
I. De acordo com o texto, o uso frequente da mídia social ativa substâncias químicas cerebrais estimulantes da sensação de "quero mais", o que a torna quase viciante.
II. Da leitura do texto concluímos que todos temos interesse em interações sociais agradáveis, todavia, é ínfima a importância que damos às "curtidas".
III. Segundo o médico Mitch Prinstein, o cérebro dos indivíduos entre os 10 e 12 anos de idade aumenta a capacidade de receber sinais de dopamina e da oxitocina, o que faz com que desejem visibilidade e atenção e, consequentemente, busquem um lugar dentro de seu grupo social.
IV. Ainda de acordo com o Dr. Prinstein, o uso das redes sociais leva os indivíduos ao descontrole e, por isso, devemos descontinuá-lo completamente de nossa rotina diária.
Representa dedução possível da leitura do texto o afirmado em:
- I e III, apenas.
- II e IV, apenas.
- I, II e III, apenas.
- I, III e IV, apenas.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Alternativa A — I e III.
I. O texto afirma que o uso frequente das redes sociais "ativa substâncias químicas cerebrais" que aguçam a sensação de "quero mais" e torna o comportamento "quase viciante". Assim, é legítimo deduzir que há uma relação bioquímica entre o uso repetido das mídias sociais e a busca por reforço imediato.
III. O texto também relata que, entre 10 e 12 anos, o cérebro aumenta a sensibilidade a sinais de dopamina e oxitocina, o que provoca anseio por visibilidade e atenção e leva o indivíduo a buscar seu lugar no grupo social.
Portanto, ambas as afirmações I e III decorrem diretamente das informações apresentadas no texto.
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