Questão FC552656
O FIM DO SUPERPODER NOS NOVOS TEMPOS Uma das características centrais desses tempos de mudança é a diluição dos superpoderes - fenômeno que começa a ser estudado por especialistas
Interpretação de Textos (Compreensão)
IBAM · 2015
O FIM DO SUPERPODER NOS NOVOS TEMPOS
Uma das características centrais desses tempos de mudança é a diluição dos superpoderes - fenômeno que começa a ser estudado por especialistas internacionais. É o que está por trás de mudanças empresariais, de crises políticas, e das pedras atiradas diuturnamente sobre a velha ordem moribunda.
O século 20 foi a era da grande burocracia, dos formatos de gestão que igualaram corporações ocidentais oligopolizadas com estatais dos paises comunistas, as burocracias de Estado e até as organizações sociais.
De longe, tratava-se da forma mais eficiente de gestão que alavancou o crescimento das empresas e levou-as a processos de verticalização visando ganhos de escala, mas, acima de tudo, afastar as concorrentes.
Modelos como o da General Motors - de constituir uma constelação de subsidiárias semiautônomas fornecendo para a empresa mãe, tornaram-se hegemônicos.
No campo empresarial, o avanço da telemática permitiu o surgimento de outros modelos, como o da Toyota, terceirizando sua produção para fornecedores independentes, trabalhando em conjunto no desenvolvimento de soluções.
Com o tempo, o avanço da tecnologia e o crescimento dos próprios fornecedores permitiram novos arranjos para o desenvolvimento de novos produtos.
Finalmente, com a entrada da era da Internet, o modelo exclusivista e verticalizado das grandes corporações entrou definitivamente em xeque.
A Microsoft tornou-se um gigante emperrado, da mesma forma que a IBM. E a própria Apple, mesmo com o furor inovador de Steve Jobs, acabou perdendo espaço para o modelo colaborativo do Google.
Pode ser que o avanço do setor acabe gerando novos cartéis. Mas, nesse momento, os modelos abertos e colaborativos tornaram-se vitoriosos.
Em todos os campos ocorreu essa diluição de poder. No campo político, sucessivas primaveras tiraram definitivamente dos governos e das grandes corporações de mídia o controle sobre a opinião pública.
A beleza da história é que não há lugar para acomodamento. Governantes que não se guiarem por ideais grandiosos serão inevitavelmente soterrados. A parte preocupante da história é o vácuo institucional que se dá em um momento em que o velho morreu e o novo ainda não se apresentou.
Compilado de artigo de Luís Nassif, disponível em [http://www.cartacapital.com.br/economia/
o-fim-do-superpoder-nos-novos-tempos-7131.html], publicado em 30/01/2014, consultado em 30/10/2015.
Analise as proposições a seguir.
I. A era da grande burocracia, na década de vinte, foi marcada, principalmente, pelo avanço da telemática, que possibilitou o surgimento de modelos como o da Toyota, pioneira na terceirização de sua produção para fornecedores independentes.
II. Com a entrada da era da Internet, empresas como a Microsoft e a IBM tornaram-se “gigantes emperrados”, o que não ocorreu, contudo, com a Apple, graças ao furor inovador de Steve Jobs que adotou o modelo colaborativo do Google.
III. A chamada diluição do poder tirou das grandes corporações de mídia o controle sobre a opinião pública, contudo, essa conquista só foi impetrada com a intervenção do poder público que passou a coibir a interferência da grande imprensa em questões de cunho político e social.
Está em consonância com o texto de Luís Nassif o que se afirmou em:
- apenas uma das proposições.
- apenas duas das proposições.
- todas as proposições.
- nenhuma das proposições.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A opção D está correta: nenhuma das proposições está em consonância com o texto de Luís Nassif.
O autor situa a era da grande burocracia no século 20, não em uma única década, e só relaciona o avanço da telemática a modelos posteriores de produção terceirizada, não à suposta década citada.
O texto afirma que Microsoft e IBM tornaram-se “gigantes emperrados” e que, mesmo com Steve Jobs, a Apple acabou perdendo espaço frente ao modelo colaborativo do Google; portanto, a ideia de que a Apple escapou desse processo por adotar tal modelo contraria o texto.
Finalmente, a perda de controle das grandes mídias é atribuída à difusão de modelos abertos e colaborativos e a mobilizações políticas, não a uma intervenção exclusiva do poder público para coibir a imprensa.
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