FC ConcursosFC Concursos

Questão FC558761

TEXTO 2 Em Busca de Novas Armas Contra o Aedes Aegypt O infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha já foi diagnosticado com dengue duas vezes. Nenhuma surpresa. O coordenador de Vigi

Ortografia

CEV UECE · 2019

TEXTO 2

 

Em Busca de Novas Armas Contra o Aedes Aegypt

 

O infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha já foi diagnosticado com dengue duas vezes. Nenhuma surpresa. O coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo CruzI) (Fiocruz) e professor da MedicinaII) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul vive no Brasil, país castigado pela doença nas últimas três décadas e por outras também transmitidas pelo Aedes aegypt. Essas epidemias, explica o pesquisador nesta entrevista, devem continuar décadas adiante: “Ainda utilizamos o modelo de controle do mosquito que foi exitoso há 110 anos com Oswaldo Cruz”. Nem as águas de março que acabaram de fechar o verão são promessa de uma trégua. “Temos observado que, em algumas localidades do Brasil, o padrão de ocorrência da dengue tem se mantido estável mesmo fora do verão. Isso aponta o óbvio: a população e as autoridades sanitárias têm de atuar durante todo o ano, e não somente no verão. Infelizmente, isso não ocorre em um padrão homogêneo”, ensina Cunha, que comemora, no entanto, abordagens promissoras para o controle do mosquito e vê uma melhora da vigilância nas últimas décadas.

 

Ciência Hoje: O Brasil sofreu recentemente com grandes surtos de dengue, zika e febre amarela. Devemos esperar novos surtos em breve? O que dizem os dados epidemiológicos? Rivaldo Venâncio da Cunha: As doenças transmitidas pelo Aedes continuarão ocorrendo nos próximos 20 ou 30 anos. Por que continuarão ocorrendo? Porque utilizamos o modelo de controle do mosquito que foi exitoso há 110 anos com Oswaldo Cruz e, depois, com Clementino Fraga e outros. Se não houver uma nova abordagem para controle do vetor, continuaremos tendo epidemias, porque, infelizmente, as questões estruturais da sociedade permanecem praticamente inalteradas. Essa bárbara segregação social que o Brasil tem, esse apartheid social, que é fruto de séculos, criou condições para haver comunidades extremamente vulneráveis, onde a coleta do lixo, quando existe, é feita de forma inadequada, e nas quais o fornecimento de água é irregular. São lugares onde o EstadoIII) inexiste. Há comunidades em que policiais não podem entrar a qualquer hora, imagine um agente de controle de vetores. Essa complexidade urbana não aparenta que será modificada nos próximos anos.

 

CUNHA, Rivaldo Venâncio da. Em Busca de Novas Armas Contra o Aedes Aegypt. Ciência Hoje, São Paulo, n.353, abr. 2019. Entrevista concedida a Valquíria Daher. Disponível em: http://cienciahoje.org.br/artigo/em-busca-de-novasarmas- contra-o-aedes-aegypt/. Acessado em 27 de abril de 2019.

 

Quanto à utilização de letras maiúsculas no texto 2, atente para as seguintes assertivas:

 

I. A expressão “Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz” é utilizada com letras maiúsculas para realçar o nome da instituição em questão.

 

II. A palavra “Medicina”  é grafada, no texto 2, com letra maiúscula, porque o autor considera esse termo como uma área do saber, diferenciando-a das demais áreas.

 

III. O termo “Estado” aparece, no texto 2, com letra maiúscula, porque significa uma entidade de direito público administrativo que congrega várias instâncias do poder público.

 

Está correto o que se afirma em

  1. I e II apenas.
  2. I e III apenas.
  3. II e III apenas.
  4. I, II e III.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa correta reúne as assertivas II e III porque ambas justificam o emprego da inicial maiúscula por razões de sentido e de estilo. A grafia com inicial maiúscula em Medicina indica que o vocábulo refere‑se à esfera do saber ou à unidade acadêmica (curso, departamento, tradição científica). A norma permite essa forma quando se quer marcar disciplina, campo de conhecimento ou unidade institucional, por exemplo Matemática, Direito.

Do mesmo modo, a inicial maiúscula em Estado ocorre porque o termo designa a entidade político‑jurídica: o Poder Público, o conjunto de instâncias estatais. Nesse contexto o uso da maiúscula destaca o conceito institucional, não o sentido genérico de “estado” ou condição.

Em resumo, ambas as maiúsculas refletem escolhas linguísticas compatíveis com normas de uso: uma para identificar área/unidade de conhecimento e outra para identificar a entidade política.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo