Questão FC558795
Além do uso das tecnologias para apoio à prática do ensino, como apresentações digitais, mostras de vídeos etc., e para o desenvolvimento de pesquisas, alguns relatos propõem o uso
Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica
CEV UECE · 2023
TEXTO I
Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação no
contexto escolar: possibilidades
Ao longo das últimas décadas, as tecnologias digitais da informação e comunicação, também conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de aprender. Na educação, as TDICs têm sido incorporadas às práticas docentes como meio para promover aprendizagens mais significativas, com o objetivo de apoiar os professores na implementação de metodologias de ensino ativas, alinhando o processo de ensino-aprendizagem à realidade dos estudantes e despertando maior interesse e engajamento dos alunos em todas as etapas da Educação Básica.
As razões pelas quais as tecnologias e recursos digitais devem, cada vez mais, estar presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não se esgotam aí. É necessário promover a alfabetização e o letramento digital, tornando acessíveis as tecnologias e as informações que circulam nos meios digitais e oportunizando a inclusão digital.
Nesse sentido, a Base Nacional Comum Curricular contempla o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas ao uso crítico e responsável das tecnologias digitais tanto de forma transversal – presentes em todas as áreas do conhecimento e destacadas em diversas competências e habilidades com objetos de aprendizagem variados – quanto de forma direcionada – tendo como fim o desenvolvimento de competências relacionadas ao próprio uso das tecnologias, recursos e linguagens digitais –, ou seja, para o desenvolvimento de competências de compreensão, uso e criação de TDICs em diversas práticas sociais.
[...]
Nesse contexto, é preciso lembrar que incorporar as tecnologias digitais na educação não se trata de utilizá-las somente como meio ou suporte para promover aprendizagens ou despertar o interesse dos alunos, mas sim de utilizá-las com os alunos para que construam conhecimentos com e sobre o uso dessas TDICs.
[...]
Em resumo, incorporar as TDICs nas práticas pedagógicas e no currículo como objeto de aprendizagem requer atenção especial e não pode mais ser um fator negligenciado pelas escolas. É preciso repensar os projetos pedagógicos com o olhar de utilização das tecnologias e recursos digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e suporte à implementação de metodologias ativas e à promoção de aprendizagens significativas, quanto como um fim, promovendo a democratização ao acesso e incluindo os estudantes no mundo digital. Para isso, é preciso fundamentalmente revisitar a proposta pedagógica da escola e investir na formação continuada de professores.
Além do uso das tecnologias para apoio à prática do ensino, como apresentações digitais, mostras de vídeos etc., e para o desenvolvimento de pesquisas, alguns relatos propõem o uso das TDICs para promover a criação de conteúdos digitais. Uma possibilidade para isso é o uso de softwares para a elaboração de histórias em quadrinhos (HQs). Outra possibilidade está na criação de conteúdos midiáticos ou multimidiáticos. Com o uso de ferramentas simples e acessíveis, os alunos podem criar áudios e vídeos para compartilhar as aprendizagens de uma aula ou sequência didática. Que tal conhecer algumas dessas possibilidades?
MINISTÉRIO da Educação. Tecnologias digitais da informação e comunicação no contexto escolar: possibilidades. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/193-tecnologias-digitais-da-informacao-e-comunicacao-no-contexto-escolar-possibilidades. Acesso em: 14 fev. 2023.
Assinale a opção que apresenta a correta relação entre o número de grafemas e o de fonemas, com as respectivas justificativas.
- INFORMAÇÃO → O número de fonemas é maior que o número de grafemas, devido à presença de um dífono.
- IMPLEMENTAÇÃO → O número de fonemas é menor que o número de grafemas, devido à presença de dois dígrafos vocálicos.
- COMUNICAÇÃO → O número de fonemas é menor que o número de letras, devido à presença de dígrafo consonantal.
- SEQUÊNCIA → O número de fonemas é maior que o número de letras devido à presença de dois dífonos.
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Gabarito
B
Comentário do professor
IMPLEMENTAÇÃO apresenta menos fonemas que grafemas por causa de dois dígrafos vocálicos que reduzem o número de sons.
Contagem: \(13\) grafemas (i m p l e m e n t a ç ã o) e \(11\) fonemas. Os pares de letras que formam vogais nasais são responsáveis pela redução: o grupo inicial im rende a vogal nasal /ĩ/ e o grupo em posição medial (en em "men") rende a vogal nasal /ẽ/, cada par correspondendo a um único fonema.
Uma transcrição aproximada é /ĩpləmẽtɐˈsɐ̃w̃/, que ilustra como dois encontros grafêmicos realizam-se como vogais nasais únicas na pronúncia, por isso o número de fonemas é menor que o de grafemas.
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