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Questão FC558889

– Nesse caso, combinemos isto: de agora em diante, não comerás nunca os meus filhotes. – Muito bem. Mas como vou distinguir os teus filhotes?

Morfologia

CEV UECE · 2023

Texto

A coruja e a águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.

 

– Basta de guerraa – disse a coruja. – O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.

 

– Perfeitamente – respondeu a águia. – Também eu não quero outra coisa.

 

– Nesse caso, combinemos isto: de agora em diante, não comerás nunca os meus filhotes. – Muito bem. Mas como vou distinguir os teus filhotes?

 

– Coisa fácilb. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem-feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.

 

– Está feito! – concluiu a águia. Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.

 

– Horríveis bichos! Vê-se logo que não são os filhos da coruja – disse ela, e comeu-os. Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca, a triste mãe chorou amargamente o desastrec e foi ajustar as contas com a rainha das aves.

 

– Quê? – perguntou esta, admirada. – Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizested...

Disponível em: <http://pensador.uol.br/autor/esopo>. Acesso em: fev.2023. Adaptado

 

Assinale a opção em que a classificação da palavra destacada está correta.

  1. “Basta de guerra...” [substantivo].
  2. “Coisa fácil.” [verbo].
  3. “...a triste mãe chorou amargamente o desastre...” [adjetivo].
  4. “...que deles me fizeste..." [pronome].
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Gabarito

D

Comentário do professor

"que deles me fizeste": o destaque me é um pronome pessoal do caso oblíquo (forma átona). Substitui o termo referente à pessoa que recebe ou sofre a ação, equivalente a a mim ou ao pronome reto eu quando funciona como complemento.

Na oração, me atua como complemento do verbo fizeste, ou seja, indica a quem foi destinada a ação (para mim). Por isso sua função sintática é de objeto indireto (complemento verbal) e não de sujeito ou adjunto.

Portanto, classificar me como pronome está correto: trata-se de um pronome oblíquo átono que desempenha papel de complemento do verbo.

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