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Questão FC559017

TEXTO 5 Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores A BBC News Brasil publicou uma matéria explicando um novo fenômeno em que a geração atua

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

CEV UECE · 2020

TEXTO 5

Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores

 

     A BBC News Brasil publicou uma matéria explicando um novo fenômeno em que a geração atual está demonstrando um QI (Quociente de inteligência) mais baixo do que a anterior. Conhecidos como "nativos digitais", esses são os primeiros filhos com QI inferior aos pais e estão sendo registrados em diversos países ao redor do mundo, incluindo Noruega, Dinamarca, Finlândia, Holanda, França, etc. De acordo com o neurocientista francês Michel Desmurget, o QI diminui proporcionalmente ao uso da TV e videogame.

     Os testes de QI têm apontado que as novas gerações são menos inteligentes que as anteriores, mas ainda não há uma comprovação do porquê isso está acontecendo. Desmurget diz que a poluição e exposição a telas podem ser fatores muito influentes atualmente. A saúde, concentração e memória, que contribuem para um QI mais alto, podem ser facilmente prejudicadas por pesticidas inalados no ar e perturbação do sono, respectivamente.

     O neurocientista deu outros exemplos do porquê o uso de dispositivos digitais pode afetar nossa inteligência. Quanto mais tempo passamos num computador ou celular, temos menos interações pessoais reais, a prática de outros exercícios e atividades diminuem e a qualidade do sono é reduzida. Isso resulta em distúrbios na concentração, aprendizagem e impulsividade, além do sedentarismo que pode afetar a maturação cerebral.

     O neurocientista também diz que nosso cotidiano contribui para a evolução do nosso QI. A nossa forma de vida modifica tanto a estrutura quanto o funcionamento do cérebro. Por isso, o tempo em frente a uma tela poderia diminuir o trabalho intelectual, já que não estaríamos praticando outras atividades para manter nosso cérebro sempre bem treinado em outras funções.

     Apesar da análise, Desmurget defende que a revolução digital não é maléfica ou algo que deve ser interrompido. Muitas pessoas trabalham com ferramentas digitais. Softwares e soluções como a internet vieram para facilitar nossos trabalhos, interações à longa distância e cotidiano também. A crítica feita pelo neurocientista é relacionada à falta de "exercitação" do cérebro das gerações atuais, o que resultou em um QI mais baixo que a anterior pela primeira vez na história.

CANCELIER, Mariela. Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores. Mundo conectado.com.br. 31 de outubro de 2020.

No texto 5, a referência a Michel Desmurget é apresentada de várias formas: “neurocientista francês” (linha 110), “Desmurget” (linhas 117 e 147), “neurocientista” (linhas 125, 137 e 155). Isso ocorre porque o autor

  1. intenciona marcar uma ordenação temporal no texto para contribuir na descrição do personagem da notícia.
  2. estabelece uma relação de comparação entre elementos do texto para assegurar continuidade da notícia.
  3. relaciona elementos gramaticais para a construção do texto, considerando outros elementos extratextuais.
  4. retoma a referência ao personagem, substituindo-a por suas características para evitar repetição excessiva.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Retoma significa que o autor volta a referir-se a um mesmo elemento do texto ao longo do discurso. No caso, ele alterna entre o nome próprio ("Desmurget") e expressões que descrevem o sujeito ("neurocientista", "neurocientista francês").

Ao substituir o nome por suas características, o enunciador evita a repetição constante do mesmo termo, garantindo um texto mais fluido e agradável à leitura.

Essa estratégia também reforça a coerência referencial: ao reapresentar o personagem por traços relevantes (profissão, nacionalidade), o leitor é reorientado sem perda de informação.

Em suma, a variação lexical cumpre funções estilísticas e informativas, preservando clareza e evitando monotonia.

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