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Questão FC559151

Onde estás?

Interpretação de Textos (Compreensão)

CEV UECE · 2019

TEXTO 2

 

Diáspora

 

Acalmou a tormenta

Pereceram

Os que a estes mares ontem se arriscaram

E vivem os que por um amor tremeram

E dos céus os destinos esperaram

 

Atravessamos o mar Egeu

O barco cheio de fariseus

Como os cubanos, sírios, ciganos

Como romanos sem Coliseu

Atravessamos pro outro lado

No Rio Vermelho do mar sagrado

Os Center shoppings superlotados

De retirantes refugiados

 

You, where are you?

Where are you?

Where are you?

 

Onde está

Meu irmão

Sem Irmã

O meu filho sem pai

Minha mãe

Sem avó

 

Dando a mão pra ninguém

Sem lugar

Pra ficar

Os meninos sem paz

Onde estás

Meu senhor

Onde estás?

Onde estás?

 

Deus

Ó Deus onde estás

Que não respondes

Em que mundo

Em qu’estrela

Tu t’escondes

Embuçado nos céus

Há dois mil anos te mandei meu grito

Que embalde desde então corre o infinito

Onde estás, Senhor Deus

 

[...]

 

ANTUNES, Arnaldo; BROWN, Carlinhos; MONTE, Marisa.

Diáspora. In: Tribalistas. Rio de Janeiro: Phonomotor

Records Universal Music, 2017. Disponível em:

https://www.letras.mus.br/tribalistas/diaspora/.

Acesso em: 08 de set. de 2019.

 

É objetivo da letra da canção Diáspora

  1. denunciar a saga dos refugiados ao longo da história da humanidade.
  2. narrar a travessia dos mares por um grupo de turistas.
  3. descrever situações degradantes das travessias marítimas por turistas.
  4. apresentar a separação entre familiares de refugiados por motivos religiosos.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Denunciar é a intenção central da canção Diáspora. O texto reúne imagens históricas e contemporâneas que evidenciam uma mesma realidade: deslocamento, perda e desabrigo.

A repetição de perguntas como "Where are you?" e versos que citam "Atravessamos o mar Egeu", "cubanos, sírios, ciganos" e familiares separados reforça a ideia de uma saga dos refugiados que se repete ao longo do tempo.

O uso do plural e das vozes coletivas apresenta o fenômeno como parte da história da humanidade, transformando o lamento individual em denúncia social. Assim, a letra convoca atenção e crítica à persistente condição dos refugiados.

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