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Questão FC559300

cadê minha binga, meu vidro de café?

Morfologia

CEV UECE · 2025

LEITURA

Adélia Prado

 

Era um quintal ensombrado, murado alto de pedras.

As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca vermelha

de escuríssimo vinho, o gosto caprichado das coisas

fora do seu tempo desejadas.

Ao longo do muro eram talhas de barro.

Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo

que lá fora o mundo havia parado de calor.

Depois encontrei meu pai, que me fez festa

e não estava doente e nem tinha morrido, por isso ria,

os lábios de novo e a cara circulados de sangue,

caçava o que fazer pra gastar sua alegria:

onde está meu formão, minha vara de pescar,

cadê minha binga, meu vidro de café?

Eu sempre sonho que uma coisa gera,

nunca nada está morto.

O que não parece vivo, aduba.

O que parece estático, espera.

 

PRADO, Adélia. Leitura. In: PRADO, Adélia. Poesia reunida.

Rio de Janeiro: Record, 2011.

 

No trecho: “As macieiras tinham maçãs temporãs”, a palavra destacada é formada pelo processo de

  1. derivação prefixal.
  2. composição por aglutinação.
  3. derivação sufixal.
  4. composição por justaposição.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Derivação sufixal é o processo de formação de uma palavra por meio da adição de um sufixo a uma base já existente. Nesse caso, a base é a palavra maçã e o sufixo é -eira, que indica, entre outros usos, árvore ou local relacionado ao fruto.

Ao juntar maçã + -eira forma-se macieira, palavra nova derivada de um substantivo por meio de um sufixo. Trata‑se de uma derivação denominal, pois o termo derivado mantém a classe gramatical (substantivo).

No plural macieiras aparece também a desinência nominal de plural -s, mas a formação originária é sufixal, justificando a alternativa correta.

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