Questão FC561239
De acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, o Estado de Goiás ultrapassou a marca dos 6 milhões de habitantes. Quant
Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados
IADES · 2019
De acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, o Estado de Goiás ultrapassou a marca dos 6 milhões de habitantes. Quanto à dinâmica demográfica do Estado, assinale a alternativa correta.
- O crescimento da população goiana no intervalo censitário de 1991 a 2010 não foi suficiente para ultrapassar a média nacional.
- Em razão da forte pujança do setor agropecuário registrada no Estado, houve uma queda do índice de urbanização e consequente crescimento da população rural.
- Como consequência do saldo migratório positivo, houve mudanças disruptivas na pirâmide etária do Estado, com aumento da população jovem e queda no grupo dos idosos.
- O censo demográfico do IBGE 2010 para Goiás demonstrou uma tendência de incremento da população dos Municípios da porção norte, noroeste e oeste do Estado, antigamente caracterizados por baixa densidade demográfica.
- A periferia da Região Metropolitana de Goiânia registrou aumento da respectiva fatia populacional, enquanto o núcleo metropolitano, representado pelo Município sede, apresentou queda, significando que os pesos populacionais do núcleo metropolitano e da periferia seguem caminhos inversos.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa aponta que a periferia da Região Metropolitana de Goiânia aumentou sua fatia relativa da população enquanto o núcleo metropolitano (município-sede) viu essa fatia cair. Em termos técnicos, trata-se de trajetórias opostas dos pesos populacionais dentro da mesma aglomeração: a participação de cada área no total metropolitano é \(S_i = P_i/P_{total}\).
Quando as municipalidades periféricas apresentam taxas de crescimento populacional superiores às do município-sede, sua \(P_i\) cresce mais rápido que \(P_{núcleo}\) e, por consequência, \(S_{periferia}\) aumenta e \(S_{núcleo}\) diminui. Esse padrão reflete processos como descentralização residencial, ocupação periurbana e desigual distribuição de oferta habitacional e de empregos.
Na prática, a mudança de pesos evidencia desafios de planejamento regional e necessidade de políticas públicas para mobilidade, saneamento e distribuição de serviços.
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