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Questão FC561275

Leia o fragmento O fato é que nem o Sudoeste é uma ilha de desenvolvimento, eldorado do Estado, muito menos o Nordeste deve ser considerado o corredor da miséria. Considerá-lo como

Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados

Instituto Verbena · 2018

Leia o fragmento

 

O fato é que nem o Sudoeste é uma ilha de desenvolvimento, eldorado do Estado, muito menos o Nordeste deve ser considerado o corredor da miséria. Considerá-lo como corredor da miséria é aceitar o discurso e não desconfiar das promessas da modernidade. Basta observar que a modernidade produzida no Sudoeste não foi capaz, até o momento, de minimizar o flagelo de parte significativa da população que vive em favelas ou nas periferias de Rio Verde, Jataí, Mineiros e Santa Helena, entre tantos outros municípios.

ARRAIS, Tadeu Pereira Alencar. Goiás: novas regiões, ou novas formas de olhar velhas regiões. 2002. Observatório Geográfico de Goiás, p. 18. Disponível em: <https://portais.ufg.br/up/215/o/arrais_tadeu_alencar_goi_s_novas_regi_es.pdf>. Acesso em: 3 jan. 2018. p. 22.

 

Ao analisar duas regiões do estado de Goiás, o autor do fragmento apresenta um argumento baseado no seguinte aspecto:

  1. no Sudoeste, a manutenção da agricultura de subsistência impediu o desenvolvimento tecnológico e a formação de mão de obra especializada.
  2. no Nordeste, a pecuária intensiva provocou o empobrecimento dos trabalhadores rurais e resultou na decadência econômica da região.
  3. no Nordeste, a extração mineral ocasionou a retração da produção de alimentos e criou obstáculos para a criação de gado de corte.
  4. no Sudoeste, a expansão agrícola ocasionou a proletarização de parte significativa da população e manteve a produção da miséria.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa D é correta porque identifica o argumento central do autor: a expansão agrícola no Sudoeste gerou processos de proletarização e não eliminou a pobreza.

O fragmento afirma que a "modernidade produzida no Sudoeste não foi capaz, até o momento, de minimizar o flagelo de parte significativa da população que vive em favelas ou nas periferias", indicando que o desenvolvimento agrícola trouxe trabalhadores assalariados e condições urbanas precárias.

Por proletarização entende-se a transformação de camponeses em mão de obra assalariada vinculada ao setor agrário moderno, geralmente em situações de vulnerabilidade social. Esse processo manteve a manutenção da miséria, ou seja, a persistência de desigualdade e precariedade apesar da modernização.

Assim, o autor mostra que o crescimento agrícola não se traduziu automaticamente em bem-estar coletivo, confirmando a alternativa D.

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