Questão FC565916
“Podemos dividir a história recente da ocupação fundiária do Estado do Mato Grosso em duas grandes correntes: a primeira ocorre a partir da década de 1930, quando o governo Vargas,
Geografia dos Estados
SELECON · 2023
“Podemos dividir a história recente da ocupação fundiária do Estado do Mato Grosso em duas grandes correntes: a primeira ocorre a partir da década de 1930, quando o governo Vargas, reorientando o fluxo migratório brasileiro, canaliza as migrações internas para o centro do Brasil, numa campanha denominada 'Marcha para o Oeste". A segunda, e talvez mais intensa, teria ocorrido já nas décadas de 1960 e 1970, com as políticas de colonização impostas pelos governos militares”.
Fonte: (Re) Ocupação de terras e política agrária no Mato Grosso (Brasil): um resgate histórico (1937- 1985). Disponível em: . Acesso em 20/07/2022.
Com relação à segunda fase de ocupação fundiária em Mato Grosso, atesta-se o fato de:
- nesse momento, as tensões sociais terem se acirrado em função de uma maior aproximação do governo João Goulart com o povo e das chamadas Reformas de Base que previam, também, a reforma agrária.
- a colonização em Mato Grosso, em especial nos anos 70, em nada estar relacionada com os problemas fundiários dos agricultores familiares do sul do Brasil, onde ocorria a modernização da agricultura.
- a presidência do General Médici não ter autorizado a colonização por meio de cooperativas privadas, através do INCRA (Instituto de Colonização e Reforma Agrária), responsável pela colonização de terras.
- a insatisfação do governo federal junto aos grandes fazendeiros ter retardado a ocupação das terras em Mato Grosso, haja vista o fato de eles não terem apoiado o movimento político, militar e civil de 1964.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Na década de 1960, a aproximação de João Goulart com setores populares e a proposta das Reformas de Base, que incluíam a reforma agrária, elevaram as expectativas dos trabalhadores rurais e pequenos agricultores quanto à redistribuição de terras.
Essas expectativas provocaram maior organização e mobilização social por acesso à terra, com ocupações, protestos e pressão sobre o Estado. Tal dinâmica intensificou os embates entre as demandas camponesas e os interesses dos grandes proprietários, gerando conflitos fundiários mais frequentes e violentos.
O resultado foi aumento da tensão política e social no campo, contribuindo para a radicalização das forças conservadoras que culminaram no golpe de 1964 e na subsequente militarização das políticas de ocupação e colonização em Mato Grosso.
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