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Questão FC57052

Entenda o que é deep fake e saiba como se proteger Vídeos que viralizam nas redes sociais mostrando figuras públicas em situações quase inacreditáveis são verdadeiros? Afinal de co

Colocação Pronominal

CESGRANRIO · 2023

Entenda o que é deep fake e saiba como se proteger

Vídeos que viralizam nas redes sociais mostrando figuras públicas em situações quase inacreditáveis são verdadeiros? Afinal de contas tudo parece tão real... A resposta é não, pois se trata de uma “deep fake”, “falsificação profunda” em português, que, como a tradução indica, é tão bem feita que pode enganar até os mais atentos.
Segundo estudo de uma empresa de segurança, 65% dos brasileiros ignoram a sua existência e 71% não reconhecem quando um vídeo foi editado digitalmente usando essa técnica.
O que muita gente não sabe, porém, é que esse tipo de golpe, além de manipular vídeos com celebridades e políticos famosos, também prejudica empresas e cidadãos comuns, que podem ser envolvidos em fraudes de identidade e extorsões.
“Deep fake pode ser definida como a criação de vídeos e áudios falsos por meio de inteligência artificial”, explica um especialista de segurança cibernética e fraude. A prática costuma utilizar um vídeo de referência e a face (ou corpo) de outra pessoa, que não fazia parte do vídeo original. Criam-se áudios falsos, fazendo a inteligência artificial aprender como uma pessoa fala e, a partir daí, obter uma montagem com outras falas, inclusive alterando os lábios para acompanhar as palavras que são ditas.
Esse processo vem evoluindo rapidamente, tornando cada vez mais difícil a sua identificação. Isso ocorre porque as novas redes neurais (sistemas de computação que funcionam como neurônios do cérebro humano), a evolução da capacidade de processamento e a redução de custos da computação em nuvem têm facilitado o acesso a essa tecnologia, contribuindo para aumentar a qualidade dos vídeos.
No entanto, os criminosos não precisam de tanto conhecimento e tecnologia para aplicar seus golpes.
Isso porque deep fakes criadas para serem distribuídas por apps de mensagens não exigem tanta qualidade. O perigo é que, para o cidadão comum, a deep fake pode ser o ponto de partida para uma fraude financeira, entre outros problemas.
A recomendação para pessoas físicas se protegerem é diminuir a exposição de fotos com rostos e vídeos pessoais na internet. “As redes sociais devem se manter configuradas como privadas, já que fotos, áudios ou vídeos disponíveis publicamente podem ser utilizados para alimentar a inteligência artificial e engendrar deep fakes.” Além disso, ao receber um vídeo suspeito, observe se o rosto e os lábios da pessoa se movem em conjunto com o que ela diz. Preste atenção se a fala parece contínua ou se em algum momento apresenta cortes entre uma palavra e outra. E considere o contexto — ainda que tecnicamente o vídeo esteja muito bem manipulado, avalie se faz sentido que aquela pessoa diga o que parece dizer naquele momento.
Disponível em: https://estudio.folha.uol.com.br/unico. Acesso em: 20 out. 2022. Adaptado.
O pronome oblíquo átono em destaque está empregado de acordo com a norma-padrão em:
  1. Convidaremo-lo para experimentar algumas novidades tecnológicas em oferta no interior da loja.
  2. Aquele funcionário, que foi aprovado no exame seletivo de uma instituição, para o cargo de tecnólogo, estava em dúvida em aceitá-lo.
  3. Os profissionais da informática, ao serem entrevistados sobre sua carreira, nunca cansavam-se de citar as fontes em que poderiam encontrar novos conteúdos de interesse para a sua área.
  4. Quando os produtos tecnológicos mantêm-se nas prateleiras das lojas por muito tempo, é sinal de que despertaram pouca atenção das pessoas ou que o preço cobrado estava além das possibilidades de compra dos interessados.
  5. Se os pesquisadores especializados em conserto de computadores ou outros dispositivos eletrônicos conservarem-se atualizados, a ciência que se dedica ao tratamento da informação apresentará maior progresso.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Alternativa correta: A frase "Aquele funcionário, que foi aprovado no exame seletivo de uma instituição, para o cargo de tecnólogo, estava em dúvida em aceitá-lo." apresenta o pronome oblíquo átono "o" corretamente posicionado. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, os pronomes oblíquos átonos devem ser colocados após verbos quando estes não são seguidos de preposição ou em construções que permitem a próclise, como é o caso da locução "aceitá-lo". A posição do pronome, portanto, está de acordo com as regras de colocação pronominal.


Alternativas incorretas:

A: A frase "Convidaremo-lo para experimentar algumas novidades tecnológicas em oferta no interior da loja." está correta, mas a colocação do pronome "o" após o verbo "convidar" é um caso de ênclise que não é o foco da pergunta.


C: A frase "Os profissionais da informática, ao serem entrevistados sobre sua carreira, nunca cansavam-se de citar as fontes em que poderiam encontrar novos conteúdos de interesse para a sua área." apresenta erro na colocação do pronome "se". O correto seria "nunca se cansavam de citar", utilizando a próclise.


D: A frase "Quando os produtos tecnológicos mantêm-se nas prateleiras das lojas por muito tempo, é sinal de que despertaram pouca atenção das pessoas ou que o preço cobrado estava além das possibilidades de compra dos interessados." também apresenta uma incorreção. O correto seria "mantêm-se" apenas em situações onde a próclise é necessária; aqui, o adequado seria "mantêm".


E: A frase "Se os pesquisadores especializados em conserto de computadores ou outros dispositivos eletrônicos conservarem-se atualizados, a ciência que se dedica ao tratamento da informação apresentará maior progresso." está incorreta pela mesma razão da alternativa C, onde "conservarem-se" deveria ser "conservarem". A colocação do pronome "se" não está alinhada com as regras de próclise, uma vez que não há palavra atrativa que a justifique.

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