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Pix: é o fim do dinheiro em espécie? O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da TED? O boleto bancário está ainda mais amea

Colocação Pronominal

CESGRANRIO · 2023

Pix: é o fim do dinheiro em espécie?
O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da TED? O boleto bancário está ainda mais ameaçado de extinção?
E o velho cheque vai resistir a esses novos tempos?
Abrangente como é, o Pix pode reduzir ou acabar com a circulação das notas de real? Essa é uma pergunta sem resposta fácil. O fato é que o avanço das transações financeiras eletrônicas, em detrimento do uso do dinheiro em papel, pode ser benéfico para o Brasil, em vários sentidos. O Pix tem tudo para ser o empurrãozinho que nos falta para chegarmos a esse cenário.
E por que o dinheiro em espécie resiste? Talvez você esteja entre aqueles que compram no supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a farmácia.
Mas a feira da semana e os churros na esquina você paga com “dinheiro vivo”, certo? Um dos fatores que escoram a circulação de papel-moeda no Brasil é a informalidade.
Atrelada a isso está a situação dos desbancarizados. A dificuldade que muita gente teve para receber o auxílio emergencial, durante a pandemia, jogou luz sobre um problema notado há tempos: a enorme quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários. O pouco de dinheiro que entra no orçamento dessas pessoas precisa ser gasto rapidamente para subsistência.
Não há base financeira suficiente para justificar movimentações bancárias. Também pesa para o time dos “sem-banco” o baixo nível de educação ou a falta de familiaridade com a tecnologia.
O fator cultural também favorece a circulação do dinheiro em espécie. É provável que você conheça alguém que, mesmo tendo boa renda, prefere pagar boletos ou receber pagamentos com cédulas simplesmente por estar acostumado a elas. Para muita gente que faz parte dessa turma, dinheiro vivo é dinheiro recebido ou pago na hora. Não é preciso esperar a TED cair ou o dia virar para o boleto ser compensado. Isso pesa mais do que a conveniência de se livrar da fila da lotérica.
Embora o Brasil tenha um sistema bancário que suporta vários tipos de transações, o país estava ficando para trás no que diz respeito a pagamentos instantâneos. O Pix veio para preencher essa lacuna.
A modalidade permite transações em qualquer horário e dia, incluindo finais de semana e feriados.
Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois implica envio ou recebimento imediato: as transações via Pix são concluídas rapidamente.
É o fim do papel-moeda? Não é tão simples assim. O Pix não foi idealizado com o propósito exclusivo de acabar com os meios de pagamento e transferência atuais, muito menos com o papelmoeda, mas para fazer o sistema financeiro do Brasil evoluir e ficar mais competitivo.
Apesar disso, não é exagero esperar que, à medida que a população incorpore o sistema à sua rotina, o uso de DOC, TED, boletos e cartões caia. Eventualmente, algum desses meios poderá ser descontinuado, mas isso não acontecerá tão cedo — vide o exemplo do cheque, que não “morreu” com a chegada do cartão.
No caso das cédulas, especialistas do mercado financeiro apontam para uma diminuição de circulação, mas não para um futuro próximo em que o papel-moeda deixará de existir. Para que esse cenário se torne realidade, é necessário, sobretudo, atacar a desbancarização. O medo ou a pouca familiaridade com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o Pix é tão interessante para o país que o próprio comércio incentiva o público mais resistente a aderir a ele.

ALECRIM, E. Disponível em: https://tecnoblog.net/especiais/ pix-fim-dinheiro-especie- brasil/. Publicado em novembro de 2020. Acesso em: 2 dez. 2022. Adaptado.
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
  1. As transações bancárias, atualmente, podem ser feitas pelo celular, a qualquer hora, para que obtenha-se o ideal de maior eficiência e rapidez.
  2. O cadastramento do Pix pode ser realizado em mais de uma instituição bancária, o que considera-se benéfico para as pessoas que precisam diversificar suas operações financeiras.
  3. Os cidadãos que se recusam a utilizar os serviços bancários para efetuar movimentações financeiras, por preferirem o uso de cédulas, encontram muita dificuldade para realizá-las.
  4. Desde que implantou-se o Pix, as pessoas podem realizar até a compra de produtos extremamente baratos por transferência bancária instantânea, porque esse sistema atingiu um significativo grau de confiabilidade.
  5. Embora tenham sido ampliadas as medidas de segurança tecnológica para a movimentação bancária, não sentimo-nos confiantes para operar com grandes somas de dinheiro.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Alternativa correta: A frase "Os cidadãos que se recusam a utilizar os serviços bancários para efetuar movimentações financeiras, por preferirem o uso de cédulas, encontram muita dificuldade para realizá-las" apresenta a colocação pronominal adequada, pois o pronome "se" está corretamente posposto ao verbo "recusam". De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a colocação pronominal deve seguir a regra de que pronomes oblíquos átonos devem ser colocados após o verbo quando não há palavra atrativa antes dele.


Alternativas incorretas:

A: A frase "para que obtenha-se o ideal de maior eficiência e rapidez" apresenta erro de colocação pronominal, pois o pronome "se" deveria estar anteposto ao verbo, resultando em "para que se obtenha".


B: A frase "o que considera-se benéfico para as pessoas" também contém erro de colocação pronominal, já que o correto seria "o que se considera benéfico", com o pronome "se" posposto ao verbo "considera".


D: A expressão "Desde que implantou-se o Pix" possui um erro na colocação do pronome, que deveria estar antes do verbo: "Desde que se implantou o Pix".


E: A frase "não sentimo-nos confiantes" também apresenta um erro de colocação pronominal, pois o correto é "não nos sentimos confiantes", com o pronome "nos" posposto ao verbo "sentimos".

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