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Questão FC57065

Pix: é o fim do dinheiro em espécie? O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da TED? O boleto bancário está ainda mais amea

Concordância (Verbal e Nominal)

CESGRANRIO · 2023

Pix: é o fim do dinheiro em espécie?
O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da TED? O boleto bancário está ainda mais ameaçado de extinção?
E o velho cheque vai resistir a esses novos tempos?
Abrangente como é, o Pix pode reduzir ou acabar com a circulação das notas de real? Essa é uma pergunta sem resposta fácil. O fato é que o avanço das transações financeiras eletrônicas, em detrimento do uso do dinheiro em papel, pode ser benéfico para o Brasil, em vários sentidos. O Pix tem tudo para ser o empurrãozinho que nos falta para chegarmos a esse cenário.
E por que o dinheiro em espécie resiste? Talvez você esteja entre aqueles que compram no supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a farmácia.
Mas a feira da semana e os churros na esquina você paga com “dinheiro vivo”, certo? Um dos fatores que escoram a circulação de papel-moeda no Brasil é a informalidade.
Atrelada a isso está a situação dos desbancarizados. A dificuldade que muita gente teve para receber o auxílio emergencial, durante a pandemia, jogou luz sobre um problema notado há tempos: a enorme quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários. O pouco de dinheiro que entra no orçamento dessas pessoas precisa ser gasto rapidamente para subsistência.
Não há base financeira suficiente para justificar movimentações bancárias. Também pesa para o time dos “sem-banco” o baixo nível de educação ou a falta de familiaridade com a tecnologia.
O fator cultural também favorece a circulação do dinheiro em espécie. É provável que você conheça alguém que, mesmo tendo boa renda, prefere pagar boletos ou receber pagamentos com cédulas simplesmente por estar acostumado a elas. Para muita gente que faz parte dessa turma, dinheiro vivo é dinheiro recebido ou pago na hora. Não é preciso esperar a TED cair ou o dia virar para o boleto ser compensado. Isso pesa mais do que a conveniência de se livrar da fila da lotérica.
Embora o Brasil tenha um sistema bancário que suporta vários tipos de transações, o país estava ficando para trás no que diz respeito a pagamentos instantâneos. O Pix veio para preencher essa lacuna.
A modalidade permite transações em qualquer horário e dia, incluindo finais de semana e feriados.
Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois implica envio ou recebimento imediato: as transações via Pix são concluídas rapidamente.
É o fim do papel-moeda? Não é tão simples assim. O Pix não foi idealizado com o propósito exclusivo de acabar com os meios de pagamento e transferência atuais, muito menos com o papelmoeda, mas para fazer o sistema financeiro do Brasil evoluir e ficar mais competitivo.
Apesar disso, não é exagero esperar que, à medida que a população incorpore o sistema à sua rotina, o uso de DOC, TED, boletos e cartões caia. Eventualmente, algum desses meios poderá ser descontinuado, mas isso não acontecerá tão cedo — vide o exemplo do cheque, que não “morreu” com a chegada do cartão.
No caso das cédulas, especialistas do mercado financeiro apontam para uma diminuição de circulação, mas não para um futuro próximo em que o papel-moeda deixará de existir. Para que esse cenário se torne realidade, é necessário, sobretudo, atacar a desbancarização. O medo ou a pouca familiaridade com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o Pix é tão interessante para o país que o próprio comércio incentiva o público mais resistente a aderir a ele.

ALECRIM, E. Disponível em: https://tecnoblog.net/especiais/ pix-fim-dinheiro-especie- brasil/. Publicado em novembro de 2020. Acesso em: 2 dez. 2022. Adaptado.
A palavra destacada está empregada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
  1. Com a evolução permanente dos recursos tecnológicos, identificou-se, na faixa mais jovem da população, problemas psicológicos causados pelo vício da tecnologia.
  2. É necessário que se envie a todo o sistema bancário do país vídeos informativos que esclareçam os usuários sobre os recentes golpes que envolvem contas de Pix.
  3. É preciso reconhecer que o sistema financeiro e o setor produtivo não tem interesse de garantir um projeto bem sucedido de promoção social de comunidades carentes.
  4. Informações qualificadas aos usuários do sistema bancário são essenciais para que se reduzam as tentativas de fraude relacionadas ao uso do cartão de crédito e demais serviços bancários.
  5. Um conjunto de bancos de investimento, entre os principais do país, decidiram que as regras de concessão de empréstimo para pessoas carentes deveriam ser relativizadas.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Alternativa correta: A frase "Informações qualificadas aos usuários do sistema bancário são essenciais para que se reduzam as tentativas de fraude relacionadas ao uso do cartão de crédito e demais serviços bancários." está correta em relação à concordância verbal e nominal. O verbo "reduzam" está corretamente conjugado no subjuntivo, uma vez que a estrutura "para que" exige essa forma verbal. Além disso, a construção "são essenciais para que se reduzam" respeita a concordância entre o sujeito e o verbo, estando em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.


Alternativas incorretas:

A: O erro nesta alternativa está na concordância verbal. O verbo "identificou-se" deveria concordar com o sujeito plural "problemas", ou seja, a forma correta seria "identificaram-se".


B: O erro nesta alternativa reside na concordância. A expressão "é necessário que se envie" não está correta, pois o verbo deveria concordar com "vídeos informativos", resultando em "que se enviem".


C: O erro nesta alternativa está na concordância verbal. A frase "não tem interesse" não concorda com o sujeito composto "sistema financeiro e setor produtivo", que exige a forma plural "não têm interesse".


E: A falha nesta alternativa se encontra na concordância do sujeito com o verbo. A expressão "um conjunto de bancos de investimento decidiram" deve ser corrigida para "decidiu", pois "conjunto" é um sujeito singular.

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