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Questão FC57066

Entenda o que é deep fake e saiba como se proteger Vídeos que viralizam nas redes sociais mostrando figuras públicas em situações quase inacreditáveis são verdadeiros? Afinal de co

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

CESGRANRIO · 2023

Entenda o que é deep fake e saiba como se proteger

Vídeos que viralizam nas redes sociais mostrando figuras públicas em situações quase inacreditáveis são verdadeiros? Afinal de contas tudo parece tão real... A resposta é não, pois se trata de uma “deep fake”, “falsificação profunda” em português, que, como a tradução indica, é tão bem feita que pode enganar até os mais atentos.
Segundo estudo de uma empresa de segurança, 65% dos brasileiros ignoram a sua existência e 71% não reconhecem quando um vídeo foi editado digitalmente usando essa técnica.
O que muita gente não sabe, porém, é que esse tipo de golpe, além de manipular vídeos com celebridades e políticos famosos, também prejudica empresas e cidadãos comuns, que podem ser envolvidos em fraudes de identidade e extorsões.
“Deep fake pode ser definida como a criação de vídeos e áudios falsos por meio de inteligência artificial”, explica um especialista de segurança cibernética e fraude. A prática costuma utilizar um vídeo de referência e a face (ou corpo) de outra pessoa, que não fazia parte do vídeo original. Criam-se áudios falsos, fazendo a inteligência artificial aprender como uma pessoa fala e, a partir daí, obter uma montagem com outras falas, inclusive alterando os lábios para acompanhar as palavras que são ditas.
Esse processo vem evoluindo rapidamente, tornando cada vez mais difícil a sua identificação. Isso ocorre porque as novas redes neurais (sistemas de computação que funcionam como neurônios do cérebro humano), a evolução da capacidade de processamento e a redução de custos da computação em nuvem têm facilitado o acesso a essa tecnologia, contribuindo para aumentar a qualidade dos vídeos.
No entanto, os criminosos não precisam de tanto conhecimento e tecnologia para aplicar seus golpes.
Isso porque deep fakes criadas para serem distribuídas por apps de mensagens não exigem tanta qualidade. O perigo é que, para o cidadão comum, a deep fake pode ser o ponto de partida para uma fraude financeira, entre outros problemas.
A recomendação para pessoas físicas se protegerem é diminuir a exposição de fotos com rostos e vídeos pessoais na internet. “As redes sociais devem se manter configuradas como privadas, já que fotos, áudios ou vídeos disponíveis publicamente podem ser utilizados para alimentar a inteligência artificial e engendrar deep fakes.” Além disso, ao receber um vídeo suspeito, observe se o rosto e os lábios da pessoa se movem em conjunto com o que ela diz. Preste atenção se a fala parece contínua ou se em algum momento apresenta cortes entre uma palavra e outra. E considere o contexto — ainda que tecnicamente o vídeo esteja muito bem manipulado, avalie se faz sentido que aquela pessoa diga o que parece dizer naquele momento.
Disponível em: https://estudio.folha.uol.com.br/unico. Acesso em: 20 out. 2022. Adaptado.
No texto, o referente da palavra em destaque está corretamente explicitado, entre colchetes, no trecho do
  1. – “65% dos brasileiros ignoram a sua existência e 71% não reconhecem quando um vídeo foi editado” [empresa de segurança]
  2. – “tornando cada vez mais difícil a sua identificação.” [palavras]
  3. – “têm facilitado o acesso a essa tecnologia” [computação em nuvem]
  4. – “Isso ocorre porque as novas redes neurais” [esse processo]
  5. – “não precisam de tanto conhecimento e tecnologia para aplicar seus golpes.” [criminosos].
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Alternativa correta: A alternativa E está correta porque o referente da palavra "isso" é "criminosos", que se refere claramente à ideia de que esses indivíduos não necessitam de muita tecnologia ou conhecimento para aplicar seus golpes utilizando deep fakes. A coesão do texto é mantida, pois "isso" remete diretamente ao que foi mencionado anteriormente sobre a capacidade dos criminosos em realizar fraudes.


Alternativas incorretas:

A: A alternativa A está incorreta porque o referente "sua" não se refere à "empresa de segurança", mas sim a "existência", o que provoca confusão na interpretação do texto.


B: A alternativa B está errada pois "sua" se refere à "identificação" e, portanto, não há relação direta com "palavras", levando a uma falta de clareza na coesão do trecho.


C: A alternativa C está incorreta porque "têm facilitado" se refere a "novas redes neurais" e não a "computação em nuvem", o que compromete a compreensão do que está sendo dito.


D: A alternativa D é incorreta pois "isso" se refere a "o que ocorre" e não está claramente relacionado ao "processo", o que gera uma ambiguidade na interpretação do texto.

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