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Questão FC57076

Pix: é o fim do dinheiro em espécie? O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da TED? O boleto bancário está ainda mais amea

Interpretação de Textos (Compreensão)

CESGRANRIO · 2023

Pix: é o fim do dinheiro em espécie?
O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da TED? O boleto bancário está ainda mais ameaçado de extinção?
E o velho cheque vai resistir a esses novos tempos?
Abrangente como é, o Pix pode reduzir ou acabar com a circulação das notas de real? Essa é uma pergunta sem resposta fácil. O fato é que o avanço das transações financeiras eletrônicas, em detrimento do uso do dinheiro em papel, pode ser benéfico para o Brasil, em vários sentidos. O Pix tem tudo para ser o empurrãozinho que nos falta para chegarmos a esse cenário.
E por que o dinheiro em espécie resiste? Talvez você esteja entre aqueles que compram no supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a farmácia.
Mas a feira da semana e os churros na esquina você paga com “dinheiro vivo”, certo? Um dos fatores que escoram a circulação de papel-moeda no Brasil é a informalidade.
Atrelada a isso está a situação dos desbancarizados. A dificuldade que muita gente teve para receber o auxílio emergencial, durante a pandemia, jogou luz sobre um problema notado há tempos: a enorme quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários. O pouco de dinheiro que entra no orçamento dessas pessoas precisa ser gasto rapidamente para subsistência.
Não há base financeira suficiente para justificar movimentações bancárias. Também pesa para o time dos “sem-banco” o baixo nível de educação ou a falta de familiaridade com a tecnologia.
O fator cultural também favorece a circulação do dinheiro em espécie. É provável que você conheça alguém que, mesmo tendo boa renda, prefere pagar boletos ou receber pagamentos com cédulas simplesmente por estar acostumado a elas. Para muita gente que faz parte dessa turma, dinheiro vivo é dinheiro recebido ou pago na hora. Não é preciso esperar a TED cair ou o dia virar para o boleto ser compensado. Isso pesa mais do que a conveniência de se livrar da fila da lotérica.
Embora o Brasil tenha um sistema bancário que suporta vários tipos de transações, o país estava ficando para trás no que diz respeito a pagamentos instantâneos. O Pix veio para preencher essa lacuna.
A modalidade permite transações em qualquer horário e dia, incluindo finais de semana e feriados.
Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois implica envio ou recebimento imediato: as transações via Pix são concluídas rapidamente.
É o fim do papel-moeda? Não é tão simples assim. O Pix não foi idealizado com o propósito exclusivo de acabar com os meios de pagamento e transferência atuais, muito menos com o papelmoeda, mas para fazer o sistema financeiro do Brasil evoluir e ficar mais competitivo.
Apesar disso, não é exagero esperar que, à medida que a população incorpore o sistema à sua rotina, o uso de DOC, TED, boletos e cartões caia. Eventualmente, algum desses meios poderá ser descontinuado, mas isso não acontecerá tão cedo — vide o exemplo do cheque, que não “morreu” com a chegada do cartão.
No caso das cédulas, especialistas do mercado financeiro apontam para uma diminuição de circulação, mas não para um futuro próximo em que o papel-moeda deixará de existir. Para que esse cenário se torne realidade, é necessário, sobretudo, atacar a desbancarização. O medo ou a pouca familiaridade com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o Pix é tão interessante para o país que o próprio comércio incentiva o público mais resistente a aderir a ele.

ALECRIM, E. Disponível em: https://tecnoblog.net/especiais/ pix-fim-dinheiro-especie- brasil/. Publicado em novembro de 2020. Acesso em: 2 dez. 2022. Adaptado.
O objetivo dessa reportagem é refletir sobre
  1. a necessidade de implantar um sistema mais seguro do que o cartão de crédito para as transferências do auxílio emergencial.
  2. a sobrevivência do dinheiro em espécie frente ao novo mecanismo de transferência eletrônica de valores.
  3. as consequências negativas da mudança na cultura popular vigente no país sobre a importância da inserção no sistema bancário.
  4. os aspectos relevantes da cultura da informalidade no dia a dia da economia brasileira e as dificuldades de acesso à tecnologia.
  5. os impactos dos meios tradicionais de pagamento, como boleto e cartão de crédito, na economia da população.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Alternativa correta: A alternativa B está correta porque a reportagem discute a resistência do dinheiro em espécie frente ao surgimento do Pix como um novo meio de transferência eletrônica. O texto aborda como o Pix pode alterar a dinâmica das transações financeiras, mas também ressalta a continuidade do uso do dinheiro físico devido a fatores como a informalidade, desbancarização e hábitos culturais que mantêm a circulação de papel-moeda no Brasil. Portanto, a reflexão principal é sobre a sobrevivência do dinheiro em espécie nesse contexto de inovação financeira.


Alternativas incorretas:

A: Esta alternativa está incorreta porque não enfatiza a questão da sobrevivência do dinheiro em espécie. O foco da reportagem não é a segurança das transferências do auxílio emergencial, mas sim a dinâmica das transações financeiras com o Pix.


C: A alternativa C falha ao afirmar que a reportagem discute as consequências negativas da mudança na cultura popular. Na verdade, o texto analisa mais a resistência do uso do dinheiro em espécie e os fatores que contribuem para isso, sem se concentrar em aspectos negativos da cultura da inserção no sistema bancário.


D: Embora a informalidade e as dificuldades de acesso à tecnologia sejam mencionadas, a alternativa D não captura o cerne da discussão, que é a sobrevivência do dinheiro em espécie frente ao Pix. O foco da reportagem é mais amplo, englobando a dinâmica das transações financeiras, ao invés de apenas os aspectos da informalidade.


E: A alternativa E está incorreta porque não aborda diretamente a questão central da reportagem, que é a relação entre o dinheiro em espécie e o novo sistema de pagamento. Em vez disso, foca nos impactos gerais dos meios tradicionais de pagamento, sem discutir como esses meios coexistem ou são ameaçados pelo Pix.

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