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Questão FC57443

O que é o QA e por que ele pode ser mais importante que o QI no mercado de trabalho Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia

Colocação Pronominal

CESGRANRIO · 2021

O que é o QA e por que ele pode ser mais importante que o QI no mercado de trabalho

 Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia considerar pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e habilidade matemática.
Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos da vida.
Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que a tecnologia redefine como trabalhamos, as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA), que considera a capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mudanças rápidas e frequentes.
O QA não é apenas a capacidade de absorver novas informações, mas de descobrir o que é relevante, deixar para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mudar. Esse quociente envolve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.
Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Business School, diz que é a velocidade vertiginosa das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Automatiza-se facilmente qualquer função que envolva detectar padrões nos dados (advogados revisando documentos legais ou médicos buscando o histórico de um paciente, por exemplo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de tecnologia sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas com mais rapidez e precisão do que um humano.
Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem essas funções precisam desenvolver novas habilidades, como a criatividade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e responsabilidade.
Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Digamos que você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se qualificar; seu QE contribui na conexão com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e clientes no emprego. Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são automatizados, você precisa do QA para se acomodar a novos cenários.
Ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de trabalhar. No mundo corporativo, o QA está sendo cada vez mais buscado na hora da contratação. Uma coisa boa do QA é que, mesmo que seja difícil mensurá-lo, especialistas dizem que ele pode ser desenvolvido.
Como diz Edmondson: “Aprender a aprender é uma missão crítica. A capacidade de aprender, mudar, crescer, experimentar se tornará muito mais importante do que o domínio de um assunto.” 
Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-50429043>. Acesso em: 9 jul. 2021. (Adaptado)

A colocação do pronome oblíquo átono destacado está de acordo com o que prevê a norma-padrão da língua portuguesa no seguinte período:
  1. Consideraria-se o QA mais importante que o QI há duas décadas?
  2. Se busca investir naquilo que pode fazer a diferença entre a máquina e o homem.
  3. As mudanças no mercado de trabalho jamais dar-se-ão sem investimento no capital humano.
  4. Os candidatos que saem-se melhor nas entrevistas são contratados mais rapidamente.
  5. Alguns se consideram mais preparados para enfrentar adversidades no trabalho do que em família.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Alternativa correta: A alternativa "E" está correta porque a colocação do pronome oblíquo átono "se" está adequada ao contexto. Na expressão "Alguns se consideram", o pronome "se" é utilizado de forma reflexiva, seguindo a regra de que pronomes oblíquos átonos devem ser colocados antes do verbo quando este está na voz ativa e na terceira pessoa. Essa estrutura está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.


Alternativas incorretas:

A: A frase "Consideraria-se o QA mais importante que o QI há duas décadas?" apresenta o pronome "se" em posição inadequada, pois a forma correta seria "Considerar-se-ia", colocando o pronome antes do verbo, já que se trata de uma construção reflexiva na voz ativa.


B: A alternativa "Se busca investir naquilo que pode fazer a diferença entre a máquina e o homem" utiliza "se" de forma impessoal, o que está correto, mas não apresenta a estrutura de colocação pronominal que a norma-padrão exige, que seria "Busca-se investir".


C: Em "As mudanças no mercado de trabalho jamais dar-se-ão sem investimento no capital humano", o pronome "se" está colocado de maneira incorreta, pois deveria ser "darão-se" para seguir a regra de colocação pronominal em relação ao verbo na voz ativa.


D: A frase "Os candidatos que saem-se melhor nas entrevistas são contratados mais rapidamente" está errada porque a forma correta seria "Os candidatos que se saem melhor", posicionando o pronome "se" antes do verbo, em conformidade com a norma-padrão.

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