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Questão FC57448

A palavra salário vem mesmo de “sal”? Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal. Faz sentido. O dinheiro como o conhec

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CESGRANRIO · 2021

A palavra salário vem mesmo de “sal”?
Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal. Faz sentido. O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C., na forma de discos de metal precioso (moedas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.
Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras de cobre (fundamentais para a fabricação de armas), sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para ostentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.
Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda por ele, então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que quisesse, a qualquer momento.
As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em Roma, seja em qualquer outro lugar. Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.
Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de sal. Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C. A força militar da época era formada por cidadãos comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de sobrevivência).
A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo de Jesus Cristo). Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após batalhas bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já era mesmo pago na forma de moedas.
VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal” VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.
O sinal indicativo de crase está usado de acordo com a norma-padrão em:
  1. Tenho preocupações referentes à questões ambientais.
  2. Medidas de proteção à infância precisam ser tomadas por governos.
  3. Devem-se fazer campanhas para aumentar às preocupações sanitárias.
  4. À partir do início da faculdade é necessário estudar muito.
  5. Você confere, à seguir, os documentos dos clientes.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Alternativa correta: A alternativa B está correta porque o uso da crase em "à infância" está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa. A crase ocorre antes de palavras femininas que exigem a preposição "a". Neste caso, a expressão "medidas de proteção à infância" utiliza corretamente a crase, pois "infância" é um substantivo feminino que requer a preposição "a" para indicar a relação de proteção. Portanto, a crase é aplicada corretamente, indicando a junção da preposição "a" com o artigo definido "a".


Alternativas incorretas:

A: A alternativa A está incorreta porque a expressão "referentes à questões ambientais" não exige crase. O correto seria "referentes a questões ambientais", já que "questões" é um substantivo feminino plural, e a preposição "a" não se une ao artigo "a".


C: A alternativa C está errada porque a frase "aumentar às preocupações sanitárias" apresenta um uso incorreto da crase. O correto seria "aumentar as preocupações sanitárias", pois "preocupações" é um substantivo feminino plural que não exige preposição "a" antes.


D: A alternativa D está incorreta, pois "À partir do início da faculdade" deve ser escrita sem crase. A forma correta é "A partir do início da faculdade", pois "partir" não exige a preposição "a" unida ao artigo definido, uma vez que se refere a um ponto de partida e não a um substantivo feminino.


E: A alternativa E está errada porque a expressão "confere, à seguir" também apresenta um uso inadequado da crase. O correto seria "confere, a seguir", uma vez que "seguir" é um verbo e não um substantivo feminino que exija a preposição "a".

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