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Questão FC57458

Privacidade digital: quais são os limites Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de brasileiros usuários de internet, representando cerca de 69,8% da população com 10 anos ou mais

Interpretação de Textos (Compreensão)

CESGRANRIO · 2021

Privacidade digital: quais são os limites

Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de brasileiros usuários de internet, representando cerca de 69,8% da população com 10 anos ou mais. Ao redor do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a rede mundial, sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso pelo smartphone.
Nesse cenário, pensar em privacidade digital é (quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está registrada para sempre: deixamos rastros que podem ser descobertos a qualquer momento.
Ainda assim, mesmo diante de tamanha exposição, essa é uma discussão que precisa ser feita. Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza e consciência para os usuários. Vale lembrar, por exemplo, que não são apenas as redes sociais que expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um endereço de e-mail para ser rastreado por diferentes empresas e provedores.
A questão central não se resume somente à política de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim, ao modo como cada sociedade vem paulatinamente estruturando a sua política de proteção de dados.
A segurança da informação já se transformou em uma área estratégica para qualquer tipo de empresa. Independentemente da demanda de armazenamento de dados de clientes, as organizações têm um universo de dados institucionais que precisam ser salvaguardados.
Estamos diante de uma realidade já configurada: a coleta de informações da internet não para, e esse é um caminho sem volta. Agora, a questão é: nós, clientes, estamos prontos e dispostos a definir o limite da privacidade digital? O interesse maior é nosso! Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumidor, se ele assim quiser?
O conteúdo é realmente do usuário?
Se considerarmos a atmosfera das redes sociais, muito possivelmente não. Isso porque, embora muitas pessoas não saibam, a maioria das redes sociais prevê que, a partir do momento em que um conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não é mais do usuário.
Daí a importância da conscientização. É preciso que tanto clientes como empresas busquem mais informação e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações, cabe o desafio de orientar seus clientes, já que, na maioria das vezes, eles não sabem quais são os limites da privacidade digital.
Vivemos em uma época em que todo mundo pode falar permanentemente o que quer. Nesse contexto, a informação deixou de ser algo confiável e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se proteger. Precisamos de consciência, senso crítico, responsabilidade e cuidado para levar a internet a um outro nível. É fato que ela não é segura, a questão, então, é como usá-la de maneira mais inteligente e contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é uma causa comum a todos os usuários da rede.
Disponível em: . 7/04/2019. Acesso em: 3 fev. 2021. Adaptado.
Um argumento que justifica a tese de que “pensar em privacidade digital é (quase) utópico” (parágrafo 2) aparece em
  1. “A questão central não se resume somente à política de privacidade das plataformas X ou Y” (parágrafo 4)
  2. “A segurança da informação já se transformou em uma área estratégica para qualquer tipo de empresa” (parágrafo 5)
  3. “a partir do momento em que um conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não é mais do usuário” (parágrafo 7)
  4. “É preciso que tanto clientes como empresas busquem mais informação e conteúdo técnico sobre o tema” (parágrafo 8)
  5. “Precisamos de consciência, senso crítico, responsabilidade e cuidado para levar a internet a um outro nível.” (parágrafo 9)
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Alternativa correta: A alternativa C sustenta a tese de que “pensar em privacidade digital é (quase) utópico” ao afirmar que, uma vez que um conteúdo é postado nas redes sociais, ele deixa de ser do usuário e passa a fazer parte daquela rede. Isso demonstra que, na prática, a privacidade se torna ilusória, pois o controle sobre o que é compartilhado e a sua repercussão estão fora das mãos do usuário. Essa realidade reflete a dificuldade em manter a privacidade na era digital, apoiando a ideia de que é quase utópico pensar em uma privacidade plena na internet.


Alternativas incorretas:

A: Esta alternativa fala sobre a política de privacidade das plataformas, mas não aborda diretamente a impossibilidade de manter a privacidade digital, falhando em conectar-se à ideia de que a privacidade é uma utopia.


B: Embora a segurança da informação seja importante, essa afirmação não justifica a utopia da privacidade digital. Ela não discute a relação entre a coleta de dados e a perda de controle sobre a privacidade.


D: A busca por informação sobre privacidade é relevante, mas não aborda a impossibilidade de manter a privacidade digital. Esta alternativa não explica a dificuldade intrínseca de se ter controle sobre os dados na internet.


E: A necessidade de consciência e senso crítico é importante, mas essa alternativa não justifica a afirmação de que a privacidade digital é quase utópica. Ela não aborda a questão central da perda de controle sobre o que é compartilhado na rede.

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