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Questão FC576135

4. A tecnologia pode ajudar a hierarquizar pendências?

Morfologia

NC UFPR (FUNPAR) · 2017

O texto a seguir é referência para a questão.

Ser multitarefas é coisa do passado: a ordem agora é priorizar, diz autora

Montar listas se tornou, além de um hábito, um truque que aumentou o rendimento profissional da produtora de televisão americana e especialista em produtividade Paula Rizzo, 36.

Ela é autora do livro “Listomania: Organizando Pensamentos” (Editora DVS, 140 págs., R$ 19,20), em que compartilha métodos para organizar o fluxo de tarefas do trabalho e de casa. Segundo Rizzo, com as listas é possível planejar reuniões e até criar um plano de carreira.

Como primeiro passo, a autora aconselha colocar todas as ideias no papel, separá-las por categorias e saber priorizar e descartar alguns itens, quando necessário. Para ajudar, vale usar um caderninho ou lançar mão de aplicativos para smartphone.

Não há um método único ou fórmula mágica. “É preciso testar o que funciona melhor e adaptar o modelo ao seu dia a dia”, disse.

[…]

(Folha de S. Paulo, 11 dez. 2016)

O texto acima é seguido de uma entrevista com a autora Rizzo.

1. Como criar uma lista de afazeres eficiente?

2. Qual a frequência ideal para montar uma lista?

3. Como priorizar tarefas?

4. A tecnologia pode ajudar a hierarquizar pendências?

1. Jogue todas as tarefas pendentes em um primeiro rascunho. Em seguida, avalie se você terá tempo e recursos para completar todas as atividades – algumas são demoradas, caras ou podem ser “terceirizadas”.

2. Eu faço todas as manhãs, assim que chego no trabalho, mas há quem prefira fazê-las a cada dois dias, uma vez por semana ou por projeto. A saída é ir testando e ver o que funciona em cada caso.

3. Veja quais pendências, se esquecidas, vão lhe fazer perder tempo e dinheiro. Além disso, coordene seu cronograma com seu estilo de vida. Como sou uma pessoa que produz mais de manhã, deixo para esse período as atividades mais pesadas. Depois do almoço, faço coisas que não exigem tanto esforço.

4. Eu achava que não, mas mudei de ideia. Há aplicativos que ajudam muito, mesmo que associados com a tradicional lista de papel. Meus favoritos são o Evernote, o Google Docs e o Wunderlist.

Considere as seguintes sentenças, retiradas da entrevista:

Eu achava que não, mas mudei de ideia.

Há aplicativos que ajudam muito, mesmo que associados com a tradicional lista de papel.

Se elas fossem reescritas numa sentença só, seriam unidas por:

  1. porque.
  2. que.
  3. tanto quanto.
  4. conforme.
  5. ainda que.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Porque é a opção correta por estabelecer a relação lógica presente entre as duas orações: explica o motivo da mudança de opinião.

Trata‑se de uma conjunção subordinativa adverbial causal, cujo valor é indicar causa. Nesse caso, a segunda oração ("Há aplicativos que ajudam muito...") justifica a primeira ("Eu achava que não, mas mudei de ideia").

Unindo as frases mantém‑se o sentido original, por exemplo: Eu achava que não, mas mudei de ideia porque há aplicativos que ajudam muito, mesmo que associados com a tradicional lista de papel.

A conjunção "porque" liga a oração principal à subordinada causal sem alterar a informação: ela explica por que a entrevistada mudou de opinião.

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