Questão FC576234
Com tanto adulto por aí que não sabe identificar fake news, como esperar que crianças tenham essa capacidade? Se mesmo pessoas experientes caem em golpes na internet, de que forma
Semântica
NC UFPR (FUNPAR) · 2019
O texto a seguir é referência para a questão.
Se nem adulto reconhece fake news, como ensinar as crianças a fazer isso? Propor o desenvolvimento de uma leitura crítica e reflexão sobre redes sociais é o caminho
Com tanto adulto por aí que não sabe identificar fake news, como esperar que crianças tenham essa capacidade? Se mesmo pessoas experientes caem em golpes na internet, de que forma proteger meninos e meninas dos perigos on-line, inclusive a pedofilia?
A resposta é “media literacy”. A tradução no Brasil varia, mas é algo entre alfabetização digital, alfabetização midiática ou alfabetização para a mídia.
Nas escolas, finalmente começa a ficar claro que isso não significa ensinar os alunos a usar o computador, fazer lição de casa com celular, desenvolver programas, operar impressora 3D ou qualquer atividade em que a parafernália tecnológica esteja no centro da proposta pedagógica.
Aliás, a ferramenta é o que menos importa, até porque é chavão dizer que a criançada já nasce sabendo usar tudo quanto é aparelho.
Alfabetizar para a mídia não tem a ver com a técnica do uso, do manejo de botões, dos cliques, do vaivém dos dedos pela tela.
O que se deve desenvolver é a leitura crítica de tudo isso, mostrar como separar o joio do trigo, buscar boas fontes, reconhecer e combater fake news, proteger-se de criminosos, refletir sobre as redes sociais, entender a indústria, quais são as empresas que as dominam, que poder detém.
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/laura-
mattos/2019/08/se-nem-adulto-reconhece-fake-news-como-ensinar-as-criancas-a-fazerisso. shtml)
No trecho “[...] até porque é chavão dizer que a criançada já nasce sabendo usar tudo quanto é aparelho”, a palavra destacada pode ser substituída por:
- clichê.
- retrocesso.
- incomum.
- excepcional.
- original.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Chavão, no trecho citado, pode ser substituído por clichê porque ambos indicam uma ideia ou expressão já muito usada, sem originalidade.
Um clichê é uma frase ou pensamento desgastado pela repetição, um lugar-comum que perdeu força argumentativa. Chavão tem o mesmo sentido coloquial: expressão batida, previsível.
Gramaticalmente, em “até porque é chavão dizer”, a palavra funciona como substantivo que qualifica a afirmativa como banal. Assim, “até porque é clichê dizer” preserva sentido e registro.
Portanto, clichê é a substituição adequada, mantendo a crítica do autor à falta de originalidade da ideia apresentada.
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