Questão FC576245
O texto a seguir é referência para a questão. A épica narrativa de nosso caminho até aqui Quando viajamos para o exterior, muitas vezes passamos pela experiência de aprender mais s
Semântica
NC UFPR (FUNPAR) · 2016
O texto a seguir é referência para a questão.
A épica narrativa de nosso caminho até aqui
Quando viajamos para o exterior, muitas vezes passamos pela experiência de aprender mais sobre o nosso país. Ao nos depararmos com uma realidade diferente daquela em que estamos imersos cotidianamente, o estranhamento serve de alerta: deve haver uma razão, um motivo, para que as coisas funcionem em cada lugar de um jeito. Presentes diferentes só podem resultar de passados diferentes. Essa constatação pode ser um poderoso impulso para conhecer melhor a nossa história.
Algo assim vem ocorrendo no campo de estudos sobre o Sistema Solar. O florescimento da busca de planetas extrassolares – aqueles que orbitam em torno de outras estrelas – equivaleu a dar uma espiadinha no país vizinho, para ver como vivem “seus habitantes”. Os resultados são surpreendentes. Em certos sistemas, os planetas estão tão perto de suas estrelas que completam uma órbita em poucos dias. Muitos são gigantes feitos de gás, e alguns chegam a possuir mais de seis vezes a massa e quase sete vezes o raio de Júpiter, o grandalhão do nosso sistema. Já os nossos planetas rochosos, classe em que se enquadram Terra, Mercúrio, Vênus e Marte, parecem ser mais bem raros do que imaginávamos a princípio.
A constatação de que somos quase um ponto fora da curva (pelo menos no que tange ao nosso atual estágio de conhecimento de sistemas planetários) provocou os astrônomos a formular novas teorias para explicar como o Sistema Solar adquiriu sua atual configuração. Isso implica responder perguntas tais como quando se formaram os planetas gasosos, por que estão nas órbitas em que estão hoje, de que forma os planetas rochosos surgiram etc.
Nosso artigo de capa traz algumas das respostas que foram formuladas nos últimos 15 a 20 anos. Embora não sejam consensuais, teorias como o Grand Tack, o Grande Ataque e o Modelo de Nice têm desfrutado de grande prestígio na comunidade astronômica e oferecem uma fascinante narrativa da cadeia de eventos que pode ter permitido o surgimento da Terra e, em última instância, da vida por aqui. [...]
(Paulo Nogueira, editorial de Scientific American – Brasil – nº 168, junho 2016.)
Ser “quase um ponto fora da curva” significa:
- ser rochoso.
- ser gasoso.
- levar poucos dias para completar a órbita.
- orbitar em torno de uma estrela diferente do Sol.
- estar em um estágio pouco avançado de conhecimento de sistemas planetários.
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Gabarito
A
Comentário do professor
"Ponto fora da curva" significa algo atípico, raro ou diferente do padrão observado. No contexto do texto, a expressão indica que o Sistema Solar representa uma exceção em relação ao que se tem encontrado em muitos outros sistemas planetários.
O trecho explicita que muitos exoplanetas são gigantes gasosos e que os planetas rochosos parecem ser bem mais raros. Assim, afirmar que "somos quase um ponto fora da curva" relaciona‑se diretamente à natureza física dos nossos planetas interiores.
Portanto, ser "quase um ponto fora da curva" equivale a ser rochoso: a Terra (junto com Mercúrio, Vênus e Marte) pertence à classe de planetas de composição sólida, característica pouco frequente entre os mundos conhecidos.
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