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Questão FC576250

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Semântica

NC UFPR (FUNPAR) · 2016

O texto a seguir é referência para a questão.

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Tudo começa com esquecer onde estão as chaves ou quem telefonou. Depois, o senso de orientação e as lembranças vão sendo afetados, e se termina na dependência total de outra pessoa para realizar atividades comuns, como comer ou tomar banho. O mal de Alzheimer é uma alteração neurodegenerativa geralmente conhecida pelos problemas associados à perda de memória em curto e longo prazo. As pessoas que padecem da doença não são capazes de recordar nenhuma de suas experiências ao longo da vida e deixam de reconhecer os entes queridos, o que dificulta as relações com os familiares.

Um estudo recente demonstrou que a perda de memória e a capacidade de percepção visual dos rostos não se manifestam só na fase severa da doença, mas alguns sintomas já são observados em sua etapa prematura. Isso explicaria por que essas pessoas deixam de reconhecer os filhos, cônjuges ou amigos. Nessa pesquisa da Universidade de Montreal, Canadá, são comparados os resultados de 25 pessoas afetadas e os de 23 idosos sem nenhum tipo de problema neuronal. Os participantes foram submetidos ao Teste de Reconhecimento Facial de Benton (BFRT, na sigla em inglês), provas adotadas por neurologistas e neuropsicólogos para determinar as habilidades de reconhecimento facial. O procedimento é simples: é apresentada uma série de rostos e objetos comuns, neste caso, carros em diferentes posições, e a pessoa deve indicar quais imagens são iguais.

Os resultados revelaram que as pessoas com Alzheimer processam de forma menos eficaz os rostos em posição normal do que os invertidos e os carros. “O reconhecimento de rostos invertidos depende de técnicas de estratégia local (observar os olhos, o nariz e a boca de forma individual), enquanto que nós pensamos que quando processamos caras em posição normal as múltiplas partes de um rosto são percebidas integradas, como representações holísticas das caras, e é nesse último ponto onde se encontrou menos eficiência em pessoas com Alzheimer”, afirma o pesquisador principal do projeto, Sven Joubert.

(http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/28/ciencia/1461864175_680522.html)

A expressão “representações holísticas das caras” diz respeito às representações, isto é, às exposições:

  1. dos rostos em sua totalidade.
  2. das caras a partir de cada uma de suas partes.
  3. dos rostos em suas atividades cotidianas.
  4. das caras e sua relação com objetos comuns.
  5. dos rostos em sua posição invertida.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A expressão refere-se às representações dos rostos em sua totalidade, ou seja, à percepção do rosto como um conjunto integrado, não apenas à soma de olhos, nariz e boca.

O termo holístico indica atenção ao todo; aplicado à face, significa que o observador percebe relações espaciais e a configuração global das feições.

No reconhecimento facial normal, a visão holística permite identificar uma pessoa pela estrutura global do rosto. Quando essa capacidade falha, o sujeito passa a depender de pistas isoladas.

Por isso, escolher “dos rostos em sua totalidade” é apropriado: expressa exatamente a ideia de processamento global e integrado implícita em representações holísticas.

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