Questão FC576303
Quando a Nasa começou a usar computadores para a missão em que John Gleen orbitou a Terra pela primeira vez (1962), Katherine Johnson foi consultada para verificar os cálculos da m
Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
NC UFPR (FUNPAR) · 2019
Quando a Nasa começou a usar computadores para a missão em que John Gleen orbitou a Terra pela primeira vez (1962), Katherine Johnson foi consultada para verificar os cálculos da máquina. “Se a garota diz que são bons, então estou pronto para ir”, disse o astronauta, segundo lembrou a própria Katherine. De fato, a Nasa reconhece em seu site que “não teria sido possível fazer essas coisas sem Katherine Johnson e seu amor pela matemática”.
Katherine foi uma menina curiosa e brilhante, nascida em 26 de agosto de 1918 em White Sulphur Springs Virgínia, EUA, que aos dez anos já cursava o ensino médio. Entrou para a Universidade Estadual de West Virginia, onde se graduou em Matemática e Francês com honras máximas em 1937, e aceitou um trabalho como professora em uma escola pública para negros. “Sempre estava cercada de gente que estava aprendendo coisas, eu adoro aprender. Você aprende se quiser”, afirmou.
A vida tomaria um novo rumo para Katherine quando, em 1952, um parente lhe disse que havia vagas na seção de computação da ala oeste (onde trabalhavam os afro-americanos) do Laboratório Langley da Naca – a agência que antecedeu a Nasa –, razão pela qual ela e seu marido decidiram se mudar para Hampton, na Virgínia.
Mulher decidida e com habilidades de liderança, Katherine não se limitou a fazer cálculos, mas pediu para participar das reuniões com os engenheiros, algo inédito para uma mulher e afro-americana, e finalmente conseguiu, o que lhe abriu o caminho e fez com que ganhasse o respeito de seus colegas.
Eram os anos 1950 e havia leis de segregação racial nos EUA, mas a matemática garante que “não tinha tempo para isso”, lembrando o que o pai lhe ensinou: “Você é tão boa como qualquer um nesta cidade, mas não é melhor”. Katherine também não sentiu a segregação em seu trabalho. “Lá você pesquisava. Tinha uma missão e trabalhava nela”, afirmou. No entanto, quando ela começou a trabalhar com brancos, seus colegas exigiram que ela usasse uma cafeteira diferente.
Essa é uma das histórias do livro “Hidden Figures”, de Margot Lee Shetterly, no qual se baseou o filme “Estrelas Além do Tempo”, e que tirou Katherine e duas de suas companheiras, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, do anonimato.
(Disponível em: https://www.efe.com/efe/brasil/educacao/)
Sobre a pontuação utilizada no texto, considere as seguintes afirmativas:
1. Os parênteses foram usados com o objetivo de fornecer informação suplementar.
2. As aspas foram utilizadas para introduzir citações diretas e o nome de outras obras já publicadas (livros e/ou filmes).
3. As citações apresentadas entre aspas são da própria Katherine.
Assinale a alternativa correta.
- Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
- Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
- Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
- Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
- As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa C afirma que somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. Isso procede porque as marcações textuais cumprem funções distintas e identificáveis.
Parênteses: usados para inserir informação suplementar que pode ser retirada sem prejuízo sintático. Exemplos: (1962) e (onde trabalhavam os afro-americanos). Essas inserções explicam ou especificam dados já contidos na oração, logo têm valor acessório.
Aspas: empregadas para transcrever citações diretas e para destacar nomes de obras. No texto aparecem falas reproduzidas literalmente, como a do astronauta e de Katherine, trechos do site da Nasa, e os títulos "Hidden Figures" e "Estrelas Além do Tempo".
Por isso as afirmativas 1 e 2 são corretas, o que torna a alternativa C a escolha adequada.
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