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Questão FC576463

O texto a seguir é referência para a questão. A épica narrativa de nosso caminho até aqui Quando viajamos para o exterior, muitas vezes passamos pela experiência de aprender mais s

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

NC UFPR (FUNPAR) · 2016

O texto a seguir é referência para a questão.

A épica narrativa de nosso caminho até aqui

Quando viajamos para o exterior, muitas vezes passamos pela experiência de aprender mais sobre o nosso país. Ao nos depararmos com uma realidade diferente daquela em que estamos imersos cotidianamente, o estranhamento serve de alerta: deve haver uma razão, um motivo, para que as coisas funcionem em cada lugar de um jeito. Presentes diferentes só podem resultar de passados diferentes. Essa constatação pode ser um poderoso impulso para conhecer melhor a nossa história.

Algo assim vem ocorrendo no campo de estudos sobre o Sistema Solar. O florescimento da busca de planetas extrassolares – aqueles que orbitam em torno de outras estrelas – equivaleu a dar uma espiadinha no país vizinho, para ver como vivem “seus habitantes”. Os resultados são surpreendentes. Em certos sistemas, os planetas estão tão perto de suas estrelas que completam uma órbita em poucos dias. Muitos são gigantes feitos de gás, e alguns chegam a possuir mais de seis vezes a massa e quase sete vezes o raio de Júpiter, o grandalhão do nosso sistema. Já os nossos planetas rochosos, classe em que se enquadram Terra, Mercúrio, Vênus e Marte, parecem ser mais bem raros do que imaginávamos a princípio.

A constatação de que somos quase um ponto fora da curva (pelo menos no que tange ao nosso atual estágio de conhecimento de sistemas planetários) provocou os astrônomos a formular novas teorias para explicar como o Sistema Solar adquiriu sua atual configuração. Isso implica responder perguntas tais como quando se formaram os planetas gasosos, por que estão nas órbitas em que estão hoje, de que forma os planetas rochosos surgiram etc.

Nosso artigo de capa traz algumas das respostas que foram formuladas nos últimos 15 a 20 anos. Embora não sejam consensuais, teorias como o Grand Tack, o Grande Ataque e o Modelo de Nice têm desfrutado de grande prestígio na comunidade astronômica e oferecem uma fascinante narrativa da cadeia de eventos que pode ter permitido o surgimento da Terra e, em última instância, da vida por aqui. [...]

(Paulo Nogueira, editorial de Scientific American – Brasil – nº 168, junho 2016.)

No terceiro parágrafo, “Isso” se refere:

  1. ao florescimento da busca de planetas extrassolares.
  2. a gigantes feitos de gás, alguns chegando a possuir mais de seis vezes a massa e quase sete vezes o raio de Júpiter.
  3. à formulação de novas teorias para explicar como o Sistema Solar adquiriu sua configuração atual.
  4. à constatação de que somos quase um ponto fora da curva.
  5. ao nosso atual estágio de conhecimento de sistemas planetários.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Isso retoma a ideia anterior: a formulação de novas teorias pelos astrônomos sobre a origem e a disposição atual do Sistema Solar.

Sintaticamente, o pronome demonstrativo estabelece uma relação anafórica com a oração precedente que fala do impulso para criar explicações científicas.

Semânticamente, o verbo implica sinaliza consequência: essas novas teorias exigem responder questões específicas.

As perguntas exemplificadas no trecho — quando se formaram os gigantes gasosos, por que ocupam as órbitas atuais, como surgiram os planetas rochosos — são precisamente as consequências da necessidade de formular tais teorias.

Portanto, “Isso” refere-se à criação de novas teorias para explicar como o Sistema Solar adquiriu sua configuração atual.

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