Questão FC576708
O texto abaixo serve de referência para a questão. Em entrevista para a Folha de S. Paulo, o curitibano e programador do Google Lucas Radaelli, de 24 anos de idade, disse o seguint
Interpretação de Textos (Compreensão)
NC UFPR (FUNPAR) · 2016
O texto abaixo serve de referência para a questão.
Em entrevista para a Folha de S. Paulo, o curitibano e programador do Google Lucas Radaelli, de 24 anos de idade, disse o seguinte: “As pessoas sempre me perguntam se eu acho que ainda existe preconceito no mundo. E eu acho que o que mais existe, na verdade, é a subestimação de pessoas com deficiência. Saio de casa com meus amigos, e as pessoas perguntam se a gente é irmão. Saio com a minha namorada e as pessoas perguntam se ela é minha irmã. É como se a pessoa com deficiência não pudesse ter amigos ou namorada, mas a verdade é que essas pessoas têm uma vida normal. [...] Não acho que sou um exemplo para outras pessoas com deficiência visual porque eu acredito que elas, com as chances certas e oportunidades certas, e com força de vontade, conseguem fazer as mesmas coisas que eu fiz. Mas é importante conscientizar as pessoas que não vivem com essa deficiência de como a gente vive, para diminuir essa subestimação que a gente encontra sempre por aí”.
De acordo com a fala de Lucas Radaelli, é correto afirmar:
- Ele considera importante conscientizar a população sobre como as pessoas com deficiência passam por dificuldades em encontrar amigos e parceiros amorosos.
- Lucas considera sua deficiência menos séria do que a de outras pessoas, motivo pelo qual ele conseguiu alcançar seus objetivos.
- Apesar de ser muito independente dentro de casa, ele continua saindo apenas com seus amigos ou familiares.
- Ele acredita que subestimar as pessoas com deficiência é um reflexo da falta de conhecimento que a sociedade tem sobre as vidas dessas pessoas.
- O programador acredita que não existe mais preconceito no mundo, só um sentimento de que as pessoas com deficiência são inferiores.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa é correta porque o próprio Lucas atribui a atitude das pessoas à falta de conhecimento sobre como vivem as pessoas com deficiência. Ao afirmar que “é importante conscientizar as pessoas que não vivem com essa deficiência de como a gente vive, para diminuir essa subestimação”, ele indica que a solução passa pela informação e pelo contato.
O exemplo cotidiano que ele dá — pessoas perguntando se amigos ou namorada são irmãos — mostra a subestimação resultante de estereótipos e desconhecimento, não de uma realidade objetiva sobre capacidades ou relacionamentos.
Portanto, interpretar a fala como um chamado à conscientização e ao esclarecimento é coerente: lucas aponta que a diminuição da subestimação depende da sociedade entender melhor a vida das pessoas com deficiência.
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