Questão FC576721
4. Violência de gênero, de maneira geral, e violência doméstica especificamente tendem a ser trivializadas, vistas quase como um “mal menor” mesmo em países desenvolvidos. Por que
Interpretação de Textos (Compreensão)
NC UFPR (FUNPAR) · 2016
A americana Ludy Green é fundadora da ONG Second Chance, uma agência de empregos destinada a ajudar e atender mulheres vítimas de violência doméstica. A seguir é apresentado um trecho da entrevista concedida por Green à revista Época (disponível em <http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/09/ludy-green-nos-estados-unidos-o-status-damulher-ainda-nao-e-muito-positivo.html>, 21/09/2016). Numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda, associando as perguntas às respectivas respostas.
1. Como a senhora começou a trabalhar com violência doméstica?
2. Em algumas comunidades carentes as meninas são consideradas um fardo financeiro para suas famílias. Algumas são vendidas para casamentos que as deixam vulneráveis a sofrer violência. Como combater esse problema?
3. Como o sistema de Justiça nos Estados Unidos funciona para as vítimas de violência doméstica?
4. Violência de gênero, de maneira geral, e violência doméstica especificamente tendem a ser trivializadas, vistas quase como um “mal menor” mesmo em países desenvolvidos. Por que temos tanta dificuldade em lidar com esse problema de maneira eficaz?
( ) Educação é essencial. Tenho experiência trabalhando na Malásia, no Camboja e no Vietnã, onde basicamente conheci os pais e suas filhas, e as meninas na Malásia pareciam estar conformadas em casar muito cedo, digo com 7, 8 anos de idade.
( ) Nós somos muito influenciados pelas formas e pelos padrões que nos ensinaram desde crianças. Dependendo dos valores que lhe ensinaram, você vai ver a repetição de padrões. Repetimos a nossas crianças o que consideramos ser o melhor para elas, o que torna tudo mais complicado.
( ) Minha mãe foi uma mulher que sofreu violência doméstica, então o assunto sempre foi muito caro a mim. Quando tinha 19 anos e estagiava no Congresso, comecei a voluntariar em um abrigo para mulheres vítimas de violência. Ali eu percebi: se antes houvesse um lugar como esse, minha mãe nunca teria morrido, ela estaria a salvo, porque era um lar seguro.
( ) Temos leis importantes sobre a violência contra a mulher e que agora estão começando a reconhecer o papel do abuso econômico e a importância do emprego. Por outro lado, temos cortes e leis diferentes em cada estado. Isso dificulta a criação de um sistema.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta na coluna da direita, de cima para baixo.
- 2 – 4 – 1 – 3.
- 3 – 2 – 1 – 4.
- 1 – 2 – 4 – 3.
- 2 – 3 – 4 – 1.
- 3 – 4 – 2 – 1.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A sequência 2 – 4 – 1 – 3 casa cada pergunta com a resposta que contém os elementos-chaves solicitados.
Para a pergunta 2 (casamentos precoces e meninas como fardo) a resposta começa com Educação é essencial e descreve a experiência na Malásia sobre meninas conformadas a casar cedo, o que responde diretamente à forma de combater o problema.
A pergunta 4 (por que a violência é banalizada) liga-se à passagem que fala de padrões ensinados desde crianças, explicando como a repetição de valores naturaliza a violência.
Já a pergunta 1 (como começou) corresponde ao relato pessoal: minha mãe sofreu violência e o episódio de voluntariar em um abrigo aos 19 anos, que motiva sua atuação.
Por fim, a pergunta 3 (o sistema de Justiça nos EUA) é atendida pela observação sobre leis importantes, reconhecimento do abuso econômico e a fragmentação por estados, caracterizando o funcionamento jurídico.
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