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Questão FC576739

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Interpretação de Textos (Compreensão)

NC UFPR (FUNPAR) · 2016

O texto a seguir é referência para a questão.

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Tudo começa com esquecer onde estão as chaves ou quem telefonou. Depois, o senso de orientação e as lembranças vão sendo afetados, e se termina na dependência total de outra pessoa para realizar atividades comuns, como comer ou tomar banho. O mal de Alzheimer é uma alteração neurodegenerativa geralmente conhecida pelos problemas associados à perda de memória em curto e longo prazo. As pessoas que padecem da doença não são capazes de recordar nenhuma de suas experiências ao longo da vida e deixam de reconhecer os entes queridos, o que dificulta as relações com os familiares.

Um estudo recente demonstrou que a perda de memória e a capacidade de percepção visual dos rostos não se manifestam só na fase severa da doença, mas alguns sintomas já são observados em sua etapa prematura. Isso explicaria por que essas pessoas deixam de reconhecer os filhos, cônjuges ou amigos. Nessa pesquisa da Universidade de Montreal, Canadá, são comparados os resultados de 25 pessoas afetadas e os de 23 idosos sem nenhum tipo de problema neuronal. Os participantes foram submetidos ao Teste de Reconhecimento Facial de Benton (BFRT, na sigla em inglês), provas adotadas por neurologistas e neuropsicólogos para determinar as habilidades de reconhecimento facial. O procedimento é simples: é apresentada uma série de rostos e objetos comuns, neste caso, carros em diferentes posições, e a pessoa deve indicar quais imagens são iguais.

Os resultados revelaram que as pessoas com Alzheimer processam de forma menos eficaz os rostos em posição normal do que os invertidos e os carros. “O reconhecimento de rostos invertidos depende de técnicas de estratégia local (observar os olhos, o nariz e a boca de forma individual), enquanto que nós pensamos que quando processamos caras em posição normal as múltiplas partes de um rosto são percebidas integradas, como representações holísticas das caras, e é nesse último ponto onde se encontrou menos eficiência em pessoas com Alzheimer”, afirma o pesquisador principal do projeto, Sven Joubert.

(http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/28/ciencia/1461864175_680522.html)

De acordo com o texto, foi realizado um estudo sobre o mal de Alzheimer na Universidade de Montreal no Canadá. Esse estudo revelou que:

  1. tanto pessoas sadias quanto aquelas com sintomas de Alzheimer apresentam a perda de memória e da capacidade de percepção visual.
  2. pessoas com o mal de Alzheimer passam a reconhecer os amigos quando a doença atinge sua fase final.
  3. além de problemas neurológicos, pessoas com Alzheimer têm pouca acuidade visual, dificultando o reconhecimento de familiares.
  4. pessoas com Alzheimer reconhecem melhor rostos invertidos que rostos em posição normal.
  5. o Teste de Reconhecimento Facial de Benton inclui imagens de pessoas e de objetos relacionadas à vida pessoal de cada pessoa que participa da pesquisa.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa está correta porque o estudo mostrou que pessoas com Alzheimer têm desempenho pior ao reconhecer rostos em posição normal do que rostos invertidos ou objetos.

Isso acontece porque o reconhecimento de faces em posição normal depende do processamento holístico, ou seja, da percepção integrada das várias partes do rosto como um todo.

Quando a face é invertida, a identificação passa a usar estratégias locais, como analisar olhos, nariz e boca isoladamente.

No Alzheimer, o processamento holístico é comprometido, enquanto técnicas locais permanecem relativamente preservadas, o que explica por que esses pacientes se saem melhor com rostos invertidos.

Esse déficit contribui para a incapacidade de reconhecer entes queridos, presente já em fases iniciais da doença.

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