Questão FC576804
Leia o que dizem Marcuschi e Dionísio sobre o trabalho com a oralidade: “Em si não haveria necessidade de justificar o trabalho com a oralidade em sala de aula, pois parece natural
Tipologia e Gênero Textual
NC UFPR (FUNPAR) · 2023
Leia o que dizem Marcuschi e Dionísio sobre o trabalho com a oralidade:
“Em si não haveria necessidade de justificar o trabalho com a oralidade em sala de aula, pois parece natural que isso deva ocorrer. O espantoso é que se tenha demorado tanto para chegar a esse reconhecimento. O que deveria ser explicado é o escândalo da ausência, e não a estranheza da presença do trabalho com a oralidade na sala de aula, ao lado do trabalho com a escrita.”
MARCUSCHI, L. A.; DIONÍSIO, A. P. Princípios gerais para o tratamento das relações entre a fala e a escrita. In: MARCUSCHI, L. A.; DIONÍSIO, A. P. (org.). Fala e escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 8.
Com relação ao trabalho com gêneros orais em sala de aula, é correto afirmar que:
- no Brasil, a oralidade começa a ganhar espaço em sala de aula no início do século XX.
- o trabalho com a oralidade em sala de aula tem como centralidade a dicção e a postura da voz.
- há gêneros tipológicos da oralidade idênticos a gêneros tipológicos da escrita.
- na comparação entre a fala e a escrita, deve-se considerar o continuum tipológico.
- o eixo oralidade, na BNCC, compreende as práticas de linguagem que ocorrem em situação oral com contato face a face, sendo as demais desconsideradas.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A comparação entre fala e escrita deve partir do princípio do continuum tipológico, isto é, não se tratam de categorias estanques, mas de polos entre os quais há graus e intermediações.
No continuum, recursos como espontaneidade, coesão, presença de contexto e planejamento variam gradualmente. Um mesmo gênero oral pode aproximar-se da escrita em organização e normatividade.
Para o trabalho pedagógico, reconhecer o continuum significa valorizar as especificidades dos gêneros orais, analisando seus traços e transições para a escrita.
Assim fica claro que ensinar oralidade exige atividades que explorem variações e pontos de contato entre fala e escrita, não a oposição simplista entre ambos.
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