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Questão FC576810

Cientista ensina como ter sucesso no trabalho ao controlar distração digital Não há dúvidas de que as redes sociais e outras ferramentas [aviso de mensagem no WhatsApp] de comunica

Tipologia e Gênero Textual

NC UFPR (FUNPAR) · 2017

Cientista ensina como ter sucesso no trabalho ao controlar distração digital

Não há dúvidas de que as redes sociais e outras ferramentas [aviso de mensagem no WhatsApp] de comunicação digital facilitem a vida moderna. O problema é que ascensão e a onipresença dessas ferramentas [alerta de marcação em foto no Facebook] transformou em cacos a atenção de trabalhadores.

Quem afirma isso é o americano Cal Newport, cientista que estuda o impacto da tecnologia no trabalho. Seguindo a tendência das chamadas filosofias “deep”, de tentar isolar as distrações da vida moderna, ele criou o “deep work” (trabalho profundo, em tradução livre). […]

Newport afirma que as redes sociais e a tendência geral à hiperconectividade estão prejudicando carreiras e impedindo o sucesso e a excelência profissional.

De modo geral, o cientista da computação diz que atividades superficiais na internet, como checar e-mails constantemente ou ver as atualizações na  timeline de uma das inúmeras redes sociais existentes, tomam um tempo excessivamente grande em troca de muito pouco.

Segundo Newport, a tentativa de fazer muitas coisas ao mesmo tempo leva a um trabalho com menor valor agregado e facilmente replicável. Ele chama isso de “shallow work” (trabalho superficial).

Do outro lado, o “deep work” seria a realização de atividades profissionais em estado de concentração, o que levaria as capacidades cognitivas ao limite e, consequentemente, produziria conhecimento, valor e resultados dificilmente replicáveis.

Uma das bases do pensamento de Newport é a questão da atenção residual. Segundo ele, à medida que alternamos entre atividades, uma parcela de nossa atenção permanece na tarefa original.

A ideia é partilhada por Dora Góes, psicóloga do Programa de Dependências Tecnológicas do Hospital das Clínicas da USP. “Essa história de cérebro multitarefa não existe. Se estou fazendo várias coisas, haverá foco maior em uma delas e as outras ficarão deficitárias. Mas achamos que damos conta”.

O resultado disso, tanto para a psicóloga quanto para Newport, é uma menor capacidade para aprender novas coisas. “Isso interfere na nossa memória a longo prazo, na nossa concentração”, afirma Góes. “A mente que está agitada entre um aplicativo e outro é muito diferente de uma que está concentrada lendo um texto mais profundo”. […]

(Folha de S. Paulo, 10 jan. 2017. Adaptado)

Sobre o gênero textual, é correto afirmar que se trata de um texto:

  1. argumentativo, o que se evidencia pela presença da opinião autoral presente nas citações da psicóloga.
  2. dissertativo, por apresentar diversas opiniões sobre a distração no trabalho.
  3. informativo, caracterizado por informações dadas pelo autor, sem se posicionar sobre o assunto.
  4. narrativo, marcado pela presença de uma protagonista e de um narrador que conta a sua história.
  5. descritivo, marcado pela descrição das características dos diferentes tipos de trabalho.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa correta indica que o texto é informativo. Isso significa que o objetivo principal é transmitir dados e explicações sobre um fato ou tema, mantendo objetividade e distância do autor em relação a juízos de valor.

Como evidência, o texto apresenta nomes e fontes (Cal Newport, Dora Góes, Folha de S. Paulo), define conceitos (deep work, shallow work) e relata consequências da hiperconectividade usando discurso reportado e verbos declarativos. Há citação de especialistas e explicação de fenômenos, sem uso de linguagem persuasiva nem apelos para convencer o leitor.

Portanto, pela predominância de informação comprovada e ausência de posição opinativa do emissor, classifica‑se corretamente como texto informativo.

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