Questão FC587393
A partir do final da década de 1990, o período de estiagem no pantanal de Mato Grosso do Sul (MS) tem ficado cada vez mais seco e se prolongado na época chuvosa. De 2010 em diante,
Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados
IADES · 2021
A partir do final da década de 1990, o período de estiagem no pantanal de Mato Grosso do Sul (MS) tem ficado cada vez mais seco e se prolongado na época chuvosa. De 2010 em diante, os índices de chuva têm ficado abaixo da média, de modo que, entre 2020 e 2021, tem ocorrido uma seca de proporções históricas na região. Consequentemente, os efeitos da estiagem prolongada causam impactos ambientais, sociais e econômicos.
Disponível em: <http://www.ms.gov.br>. Acesso em: 14 ago. 2021, com adaptações.
Com base nesse assunto, assinale a alternativa que melhor caracteriza as consequências da seca prolongada em MS.
- Perda de biodiversidade e nas atividades desenvolvidas nos rios da região, como a pesca e a navegação.
- Diminuição da agricultura irrigada e da construção de barragens para represamento de água.
- Intensificação da migração campo-cidade em razão da crise hídrica e econômica.
- Secas prolongadas que têm gerado o acúmulo de chuvas no período das cheias, provocando cheias de grandes proporções.
- Diminuição da produção agropecuária e diminuição das áreas de cultivo agrícola e de criação de gado.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa indica perda de biodiversidade e impacto nas atividades desenvolvidas nos rios, como a pesca e a navegação.
A seca prolongada provoca redução do nível dos rios e isolamento de bolsões de água, destruindo ou fragmentando habitats aquáticos essenciais para peixes, anfíbios e aves.
Com menos água, ocorrem mortandades por falta de oxigênio, interrupção de ciclos reprodutivos e diminuição da disponibilidade de alimento, resultando em perda de biodiversidade.
A pesca é prejudicada pela queda da biomassa e pelo acesso limitado às espécies. A navegação sofre com bancos de areia expostos, redução de calado e riscos à segurança, afetando transporte e turismo.
Esses efeitos se traduzem em impactos socioeconômicos diretos para as comunidades ribeirinhas, que dependem dos recursos do rio para subsistência e renda.
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