Questão FC587470
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) já está fazendo o trabalho de pesquisa para reconhecimento dos Reinados e Congados de Minas Gerais como patrimôn
Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados
FUNDEP · 2023
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) já está fazendo o trabalho de pesquisa para reconhecimento dos Reinados e Congados de Minas Gerais como patrimônio cultural imaterial do estado [...]. O Reinado ou Congado é uma manifestação religiosa afro-brasileira que teve início no século 17, tem como origem os ritos de coroação dos reis negros e africanos, e foi ressignificada no Brasil. A celebração, desde o princípio, esteve vinculada aos festejos das irmandades religiosas, principalmente negras, como as de Nossa Senhora do Rosário. A manifestação cultural está tradicionalmente enraizada na cultura mineira e possui uma diversidade de matrizes, denominação de grupos, formas de expressão e ritos que estão no processo de reconhecimento como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais.
Disponível em: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/
iepha-comeca-cadastro-dos-reinados-e-congados-de-minas-
gerais. Acesso em: 27 out. 2022.
A iniciativa descrita no texto é muito significativa, uma vez que legitimar os Reinados e Congados de Minas Gerais como patrimônio cultural representa
- o respeito à tradição católica herdada dos colonizadores do Brasil.
- o reconhecimento da cultura negra na formação da identidade mineira.
- a valorização de eventos elitistas que foram apropriadas por populares.
- a apreciação de festividades afro-brasileiras desvinculadas do catolicismo europeu.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O reconhecimento dos Reinados e Congados como patrimônio cultural imaterial legitima a presença e a influência da cultura negra na formação social e simbólica de Minas Gerais.
Essas manifestações têm origem afro-brasileira e nasceram nas práticas das irmandades negras, sendo ressignificadas no contexto local e profundamente enraizadas na vida comunitária mineira.
Ao oficializar esse valor cultural, o Estado valoriza e protege a diversidade de matrizes, os ritos, as expressões e a memória coletiva, promovendo visibilidade, preservação e transmissão intergeracional.
Portanto, o ato representa, sobretudo, o reconhecimento da importância da cultura negra na formação da identidade mineira.
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