Questão FC587485
Os ponteiros do relógio se aproximavam das 16 horas do dia 5 de novembro de 2015, uma quinta-feira, quando ocorreu a maior tragédia ambiental no Brasil e o maior desastre relaciona
Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados
FUNDEP · 2023
Os ponteiros do relógio se aproximavam das 16 horas do dia 5 de novembro de 2015, uma quinta-feira, quando ocorreu a maior tragédia ambiental no Brasil e o maior desastre relacionado à mineração mundo. O rompimento da barragem do Fundão, na zona rural do município de Mariana (MG}, liberou uma enxurrada de rejeitos de minério de ferro. O "tsunami de lama" atingiu nove cidades, percorrendo o Rio Doce até chegar ao litoral do Espírito Santo, a mais de 600 quilômetros de distância. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (lbama), a barragem do Fundão continha pelo menos 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de ferro. A quantidade equivale a mais ou menos 1 O vezes o tamanho da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/curso-
enem-play/desastre-em-mariana-mg-a-lama-e-seu-
rastro-de-destruicao/. Acesso em: 30 out. 2022.
Sobre a tragédia ambiental descrita no texto, é correto afirmar:
- A tragédia de Mariana teve pouca visibilidade midiática, apesar dos grandes danos sociais, ambientais e econômicos.
- Devido à grande proporção dos impactos provocados pelo rompimento da barragem, a região da tragédia ficou inabitável, obrigando todos os moradores a migrarem.
- A destruição provocada pelo rompimento da barragem do Fundão alcançou diversas regiões mineiras, como a de Uberlândia e de Mariana.
- Além das mortes e das pessoas que foram desalojadas, a tragédia deixou um rastro de danos ambientais e econômicos de grandes proporções.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa está correta porque o rompimento da barragem do Fundão provocou, além de mortes e centenas de pessoas desalojadas, impactos ambientais e econômicos de grande magnitude.
O volume de rejeitos contaminou o leito e as margens do Rio Doce, degradou solos, destruiu habitats aquáticos e comprometeu a qualidade da água por longos trechos, atingindo o litoral do Espírito Santo. Essas alterações causam perda de biodiversidade e afetam serviços ecossistêmicos essenciais.
No aspecto econômico houve prejuízos diretos e indiretos em pesca, agricultura, turismo e abastecimento, além de custos elevados para limpeza, reparação e compensações. A recuperação ambiental é complexa e demorada, tornando os danos duradouros.
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